Em ilha, homens são obrigados a casar após pedido

02 de fevereiro de 2007 • 10h28 • atualizado às 11h05
O pedido de casamento é feito pela mulher e o homem não pode recusar Foto: AP
O pedido de casamento é feito pela mulher e o homem não pode recusar
02 de fevereiro de 2007
Foto: AP

Na ilha africana de Orongo, na Guiné-Bissau, quem faz o pedido de casamento são as mulheres e os homens não podem recusar. As mulheres fazem a proposta publicamente oferecendo ao noivo um prato de peixe preparado segundo a tradição, em oléo de palmeira vermelha.

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É o equivalente ao hábito ocidental de ajoelhar-se e pedir em casamento a noiva, com uma aliança. A grande diferença em Orongo, de estrutura matriarcal, é que as mulheres têm essa função. Recusar o pedido feito por uma mulher traz desonra à família, segundo as tradições do arquipélago de 50 ilhas.

A tradição está ameaçada pela proximidade com a civilização ocidental. Cresce o número de homens jovens que deixam Orango, a 60 km da costa da Guiné-Bissau. Eles encontram emprego carregando bagagens em hotéis turístiscos em arquipélagos mais desenvolvidos. Outros vendem o abundante óleo de palmeiras em centros comerciais.

Eles retornam a Orongo trazendo hábitos diferentes de flerte, considerados uma ameaça pelos anciãos da ilha. "A escolha da mulher é muito mais estável. Antigamente raramente tínhamos divórcios. Agora, com os homens escolhendo, os divórcios são comuns", diz Cesar Okrane, 90 anos.
AP - Copyright 2007 Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído.
 
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