Os cinco filhotes nasceram no zoológico de Chester, na Inglaterra |
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Cientistas britânicos anunciaram em dezembro que Flora havia fertilizado seus próprios ovos sem a ajuda de um macho, em um processo conhecido como partenogênese. Nesse tipo de fecundação, as células de reprodução femininas se desenvolvem por conta própria, mesmo sem a fertilização de gametas masculinos, e dão origem aos ovos.
Segundo um dos responsáveis pelo zoológico, Kevin Buley, esta é a primeira vez que um dragão-de-komodo tem filhotes por meio da partenogênese. Esse tipo de reprodução assexuada já havia sido descoberto em outras espécies de lagartos, principalmente entre os que vivem isoladamente. Como o contato entre fêmeas e machos é inexistente em alguns casos, os estudiosos afirmam que essa é a única forma de reprodução capaz de garantir que as espécies não desaparecerão do planeta.
Os filhotes de Flora medem entre 40 e 45 centímetros e pesam cerca de 125 gramas. Eles estão sendo cuidados em uma área especial do zoológico de Chester e são alimentados com grilos e gafanhotos. "Nós não escolhemos os nomes ainda. Como os dragões-de-komodo vivem mais de 40 anos, queremos dar os nomes certos para eles", afirmou Buley.
O dragão-de-komodo vive em várias ilhas da Indonésia, mas tem uma população pequena. A espécie pode atingir até três metros de comprimento na fase adulta e é o único lagarto que pode comer presas maiores do que ele próprio. Sua saliva contém bactérias altamente tóxicas, capazes de matar.
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