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Na noite de 16 de dezembro, o canal local do distrito de Pingshan, na província de Hebei (norte), transmitiu um vídeo pornográfico, segundo o jornal Diário do Povo.
Pouco depois, o governo do distrito destituiu o diretor da Administração Local de Televisão e Cinema, Liu Junzeng, e o subdiretor, Shen Cunhuai, enquanto fontes do canal alegavam que tudo aconteceu devido a "uma distração" dos censores ao revisar o conteúdo do programa antes de sua transmissão.
"As imagens apareceram à noite e voltaram a ser transmitidas na manhã seguinte. As circunstâncias não estão muito claras, e o fato está sendo investigado", disse à Efe um funcionário da emissora.
"A emissão das imagens na qual apareciam homens e mulheres nus fazendo amor causou uma grande polêmica na localidade", destacaram os meios de comunicação oficiais. As autoridades da China impõem uma rígida censura prévia dos programas de televisão que são transmitidos, proibindo conteúdos eróticos, politicamente incorretos ou contrários à linha governamental.
Devido à proibição da pornografia na China, a Playboy, uma das mais famosas marcas no mundo ligadas ao erotismo, se dedica à venda de roupas no país. Apesar da proibição, os chineses têm acesso à pornografia de forma clandestina, seja através da internet (embora muitos sites acabem sendo bloqueados) ou comprando DVDs piratas na rua, onde os filmes são conhecidos como "huangpian" ("cinema amarelo").
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