A rainha, ao lado do marido, o príncipe Philip, reconheceu detalhes do castelo de Buckingham |
"Com a Sars, 11 de setembro e tudo mais, o turismo está passando por um momento difícil", explicou um porta-voz do Palácio de Buckingham. "A família real quer chamar a atenção das pessoas às grandes atrações turísticas que temos espalhadas por todo o país."
O turismo britânico perdeu cerca de US$ 2,47 bilhões em consequência dos ataques de 11 de setembro de 2001 e da doença da vaca louca, que atacou o gado e manteve as pessoas afastadas da zona rural naquela mesma época. Este ano, a guerra no Iraque e a Sars já custaram ao país mais US$ 1,65 bilhão de dólares.
Enquanto sua mãe estava no parque Legolândia, na periferia de Londres, o príncipe herdeiro Charles vestiu um kilt na capital escocesa, Edimburgo, onde visitou um centro de produção tradicional de uísque e, na rua conhecida como Royal Mile, bateu papo com visitantes. Os outros membros da família real visitaram diversos locais históricos e turísticos espalhados pelo país.
O príncipe Philip, que completou 82 anos ontem, acompanhou sua esposa, a rainha, na visita a Legolândia. Acenando para a multidão, o casal foi conhecer o Mini Land, onde viu um modelo em Lego do castelo de Edimburgo e uma recriação com quase três metros de altura da torre BT, um dos marcos turísticos de Londres. No modelo do Palácio de Buckingham, a rainha topou com uma versão em miniatura dela própria - por coincidência, usando uma roupa amarela e branca, quase idêntica à que ela trajava na vida real.
O príncipe Philip pareceu estar fascinado com os modelos e chamou a atenção para alguns erros na recriação do Palácio de Buckingham - por exemplo, os leiteiros estavam entregando leite na porta errada e os cavalos que puxavam a carruagem real no pátio deveriam ser marrons ao invés de cinzas.
"Ele deve ser um menino em corpo de adulto, porque se interessou por todos os detalhes", comentou a diretora do Legolândia, Mads Ryder. "Com certeza esteve brincando com Lego recentemente. Vamos adotar imediatamente as mudanças que ele sugeriu. Esse é o tipo de informação privilegiada à qual jamais teríamos acesso normalmente."
Redação Terra