Mensagem de Telejegue constrange aniversariantes

28 de outubro de 2007 • 17h28 • atualizado às 19h31
Zorro e o cavalo que entregam as mensagens do Tele-jegue Foto: Michelle Sousa/Especial para Terra
Zorro e o cavalo que entregam as mensagens do "Tele-jegue"
26 de outubro de 2007
Foto: Michelle Sousa/Especial para Terra

Michelle Sousa
Direto de João Pessoa

São Paulo


O lendário Zorro sai das telas de cinemas e das histórias em quadrinhos numa versão "brega" para invadir as ruas da grande João Pessoa, na Paraíba. Por trás da fantasia, está Gilberto da Silva Dias, que há sete anos, desempregado, teve a idéia de tirar o sustento animando festas e eventos e criou o serviço batizado de Telejegue. De jegue, só o nome, porque um cavalo é quem puxa a charrete do zorro paraibano.

» Veja mais fotos

Sempre acompanhado de uma charrete, o herói mascarado leva piadas e músicas cafonas para animar festas e eventos. Com direito a máscara, chapéu e capa pretos, o Zorro paraibano vai onde é contratado para fazer uma surpresa a um "homenageado".

Além das músicas bregas e das piadas, Gilberto decidiu se fantasiar. Primeiro, virou um cowboy americano e, há uns quatro meses, vestiu a roupa preta com capa e se escondeu atrás da máscara do Zorro. "A idéia é fazer as pessoas se divertirem", conta Gilberto Dias, acrescentando que já planeja uma nova identidade. "Vou me transformar em índio americano. Sim, americano porque aparece no cinema, é mais famoso do que o índio brasileiro".

A estudante Bárbara Meira, 16 anos, foi alvo do zorro no dia do seu aniversário. Suas amigas de turma resolveram "homenagear" a jovem com a aparição do herói mascarado. A surpresa aconteceu no final da aula, no horário de saída. O Zorro postou-se com sua carroça diante de um dos mais tradicionais colégios de João Pessoa e chamou pelo nome a aniversariante.

Bárbara Meira não acreditou e, inicialmente, não quis sair para receber o "presente". Mas acabou sendo convencida pelas amigas e encarou a brincadeira com bom humor. Ela escutou piadas, músicas "bregas", dançou com o Zorro e ouviu mensagens de parabéns das colegas de turma. "Primeiro, tive raiva, pensei no mico, mas foi muito engraçado", diz Bárbara. "Esse é o sucesso do Telejegue, é que as pessoas não querem receber o presente, mas acabam entrando na brincadeira", diz Gilberto Dias.

E por causa do mico, o "presente jegue" já chegou a ser rejeitado mesmo. "Lembro de um cara que fugiu num táxi assim que cheguei, antes mesmo de falar qualquer coisa. Os amigos dele tinham contratado. Fiquei rindo porque achei engraçado. Ele não voltou, mesmo com apelo dos amigos".

Uma apresentação do Zorro dura, em média, meia hora. É o tempo suficiente para tirar onda com homenageado e até com quem contratou o serviço. O custo, dependendo da distância para se chegar até o local da performance, varia entre R$ 35 e R$ 50. Para cidades mais distantes, o contratante fica responsável pelo transporte do Zorro, da charrete e do cavalo. Gilberto chega a fazer até quatro apresentações por dia nos finais de semana e pelo menos uma a cada dia de segunda a sexta-feira.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »