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Passageiros do Costa Allegra dizem que foi difícil, mas foram bem atendidos

1 mar 2012
10h40

Os passageiros italianos do cruzeiro Costa Allegra, que devido a um incêndio na segunda-feira ficou sem energia elétrica e teve de ser rebocado durante três dias, explicaram nesta quinta-feira ao chegarem ao porto de Mahé (Seychelles), que foi difícil a situação pela falta de água e eletricidade, mas que foram bem atendidos.

Em declarações à imprensa italiana, os passageiros entrevistados lamentaram as condições nas quais tiveram de viajar durante três dias, mas se mostraram satisfeitos com o tratamento recebido e elogiaram o comportamento do capitão, Nicolò Alba, de 48 anos.

Um dos entrevistados, procedente de Bérgamo, no norte da Itália, explicou que após saber do incêndio teve muito medo, todos os passageiros colocaram os coletes salvas-vidas e foram levados às pontes de evacuação para entrarem nos botes de salvamento, mas depois souberam que não precisariam deixar o navio e seriam rebocados até terra firme, contou o passageiro.

Depois, a tripulação fez os viajantes se dirigirem às pontes superiores, onde permaneceram por três dias, por causa do calor no interior da embarcação pela falta de ar condicionado.

Os italianos contaram que foi difícil suportar o calor, sem água para tomar banho, em péssimas condições higiênicas e se alimentando de comida fria. Dentro das condições possíveis, no entanto, reconheceram atendimento e informação constantes. Não houve pânico.

Os 627 passageiros e 413 membros da tripulação do cruzeiro Costa Allegra desembarcaram com tranquilidade e todos pareciam estar bem.

O cruzeiro, que foi rebocado por um pesqueiro francês, entrou no porto de Mahé, a maior das ilhas Seychelles, às 2h (de Brasília) e depois precisou de 2h para se aproximar do píer e de mais 1h para o desembarque de todos os passageiros.

Primeiro foi feito o desembarque das bagagens para que os viajantes pudessem sair do navio sem problemas. No porto, foram organizados abrigos para os passageiros das diversas nacionalidades, que foram recebidos por representantes diplomáticos de seus países e autoridades das ilhas Seychelles e transferidos para hotéis.

Também foi instalada uma pequena barraca da Cruz Vermelha para atender os passageiros e oferecer assistência psicológica.

Conforme comunicado na quarta-feira da empresa Costa Cruzeiros, proprietária do navio, até o momento 376 dos 627 passageiros da embarcação aceitaram continuar a viagem dentro de uma ou duas semanas no arquipélago do Índico com todas as despesas pagas pela companhia, inclusive o voo de volta para casa.

No entanto, outros 251 passageiros decidiram retornar para suas casas com voos oferecidos pela Costa Cruzeiros.

No aeroporto da ilha, já existem três voos charters organizados pela Costa Cruzeiros para enviar os que optaram por voltar para suas casas.

Nesta quinta, está prevista uma entrevista coletiva dos responsáveis da Costa Cruzeiros e das autoridades da região, além de diplomatas italianos - país com o maior número de passageiros -, que se encarregaram de coordenar as tarefas de apoio.

O incêndio no Costa Allegra ocorreu um mês e meio depois do naufrágio do Costa Concordia (também da Costa Cruzeiros) em frente à ilha italiana de Giglio, com saldo de 25 mortos e 7 desaparecidos.

EFE   

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