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América Latina

Países do Mercosul traçarão estratégia contra gripe suína

20 jul 2009 - 20h46
(atualizado às 21h33)
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Ministros das áreas de Saúde e Desenvolvimento Social dos países que integram o Mercosul e dos associados ao bloco se reunirão na próxima quinta-feira, em Assunção, para discutir uma estratégia conjunta de enfrentamento da gripe suína e o estabelecimento de critérios comuns para monitoramento da letalidade do vírus H1N1.

O encontro se dará na reunião ampliada do Conselho do Mercado Comum (CMC) instância máxima decisória do bloco às vésperas da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. "Queremos chegar a um acordo em termos de como todos os países, primeiro do Mercosul e posteriormente da América do Sul, fariam o monitoramento da gravidade e da letalidade", disse o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage.

A prioridade foi estabelecida por autoridades da área de saúde do Brasil, da Argentina, do Uruguai, do Paraguai, da Bolívia e do Chile, em reunião no último dia 15, em Buenos Aires, levando em conta que, por orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), o diagnóstico laboratorial só deve ser feito nos casos mais graves ou em pessoas consideradas com fator de risco. O tema também será levado à cúpula de líderes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), marcada para 10 de agosto, no Equador.

Segundo Hage, os países também pretendem trocar experiências especialmente com o Chile, que começou a transmissão sustentada da doença há mais tempo sobre os principais fatores de risco relacionados à morte de pessoas contaminadas. "Não há ainda nenhum estudo com evidências científicas sobre isso. O Chile tem um maior volume de informações e está realizando estudos. Será uma oportunidade para que, a partir dessas avaliações, todos os países também adotem a mesma forma de monitorar a pandemia", explica Hage.

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado na última quarta-feira, há 1.175 casos confirmados no Brasil. O número de mortes subiu para 15, com a confirmação de mais quatro casos fatais no Rio Grande do Sul. O vírus já circula de forma sustentada nesse Estado e também no de São Paulo.

Agência Brasil Agência Brasil
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