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Oscar Niemeyer é sepultado em meio a aplausos, orações e música

O arquiteto Oscar Niemeyer, que faleceu no último dia 5, aos 104 anos de idade, foi sepultado nesta sexta-feira no Rio de Janeiro em meio a aplausos, orações, músicas e hinos comunistas.

O corpo de Niemeyer foi enterrado no cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, após um ato ecumênico - apesar de ele ser ateu - no Palácio da Cidade, sede da prefeitura.

A Banda de Ipanema, da qual o arquiteto era patrono, interpretou a música "Carinhoso" quando o cortejo entrou no cemitério. Na hora do sepultamento, alguns dos presentes o aplaudiram enquanto familiares rezavam um pai-nosso e companheiros de militância comunista entoavam trechos da Internacional, o hino da classe trabalhadora mundial. Depois do enterro, a Banda de Ipanema interpretou "Cidade Maravilhosa".

Do Palácio da Cidade, onde aconteceu o velório, o caixão com o corpo de Niemeyer, envolto em uma bandeira do Brasil, foi levado em um carro do Corpo de Bombeiros até o cemitério.

Estiveram no velório o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e os governadores de Rio de Janeiro e Minas Gerais, Sérgio Cabral, e Antonio Anastasia.

A cerimônia também contou com a presença de velhos companheiros de militância comunista e centenas de pessoas que quiseram lhe prestar uma última homenagem ao gênio que criou os principais edifícios de Brasília e projetou centenas de obras em vários países.

Estava previsto que o enterro seria um ato reservado a familiares e amigos próximos, mas por fim foi permitida a entrada de jornalistas e de curiosos que se somaram à despedida.

Oscar Niemeyer completaria 105 anos de idade no próximo dia 15. EFE

joc/id

(fotos)

EFE   
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