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OMS garante que imunização de crianças contra gripe é segura

19 nov 2009
14h52
atualizado às 15h21
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quinta-feira que a imunização de crianças contra a gripe A é tão segura como a de qualquer outra faixa etária, embora tenha reconhecido que a definição sobre o grupo prioritário para receber a vacina depende da situação de cada país.

Marie-Paule Kieny, responsável pelas vacinas da OMS, afirmou que "não há razão para que os pequenos não sejam vacinados".

Segundo ela, os relatórios recebidos pelo organismo sobre as campanhas de vacinação contra a gripe em andamento no mundo confirmam que o produto é tão seguro como a clássica vacina para a gripe estacional.

"Estamos preocupados com a informação de que certos grupos não estão querendo ser vacinados, mas esperamos que a confirmação sobre a segurança da vacina dissipe temores e as pessoas entendam que esta é a maneira ideal de proteger-se", disse a especialista.

Ela reconheceu, no entanto, que "não se pode excluir" os efeitos colaterais da vacina, mas que estes são comparáveis aos causados pela vacina contra a gripe normal, como inchaço na região da injeção, febre, dor de cabeça, sintomas que desaparecem em um ou dois dias.

As autoridades de saúde das nações em coordenação com a OMS realizam um acompanhamento e uma vigilância dos processos de vacinação para detectar qualquer situação excepcional.

Sobre os temores de um eventual vínculo entre a vacina e o desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica que pode provocar paralisia e inclusive a morte, a especialista informou que existem cerca de dez casos suspeitos, mas que "poucos podem ter relação com a vacina", e todos os pacientes se recuperaram bem.

Em 1976, ocorreu uma epidemia de gripe nos Estados Unidos, que levou às autoridades a lançarem uma campanha em massa de vacinação atingindo 46 bilhões de pessoas, das quais 4 mil desenvolveram esse mal.

Essa lembrança persiste em grande parte da população americana, que demonstrou desconfiança com relação à nova vacina.

O receio à imunização não está restrito aos EUA, mas também ocorre na Europa, onde a vacinação já começou em vários países pela agilidade na produção de diferentes laboratórios.

Kieny disse também que os grupos considerados prioritários para a vacina da gripe estacional, como os idosos com mais de 65 anos, devem continuar fazendo todos os anos, pois pode ser complementar à vacina pandêmica.

De maneira geral, ressaltou a importância que a população adote medidas preventivas na vida cotidiana para evitar a contaminação com o vírus, como lavar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir, e ficar em casa aos primeiros sintomas de gripe.

Um total de 80 milhões de vacinas foi distribuído no mundo.

Destas, 65 milhões já foram aplicadas, segundo as informações recebidas de 16 países, detalhou Kieny, que ponderou que estas são "estimativas conservadoras".

Além disso, a representante da OMS indicou que seu organismo começará o envio de vacinas aos países em desenvolvimento no final deste mês, distribuição que terá continuidade em 2010.

Sobre a hipótese de que certas vacinas seriam capazes de imunizar um indivíduo com meia dose, a cientista sustentou que a OMS mantém a orientação de que a imunização ocorre com uma dose completa.

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EFE   
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