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OMS confirma que gripe já matou cerca de 800 pessoas

24 jul 2009
07h47
atualizado às 07h55

Quase 800 pessoas morreram até agora no mundo por causa do vírus da gripe suína, que já afeta 160 países, confirmou neta sexta o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Gregory Hartl.

Hartl disse que os cientistas da OMS "não observaram, por enquanto, nenhuma mudança no comportamento do vírus", e que o principal problema é sua rápida propagação geográfica e, em certos países, sua concentração em grupos específicos.

A organização recomendou que os países parem de fazer exames de laboratório em todos os suspeitos de ter contraído o vírus, em vista das proporções da propagação da doença, e que concentrem seus recursos na contenção da pandemia e no tratamento dos doentes com sintomas graves.

Além disso, os países devem continuar informando sobre cada morte devido ao vírus A (H1N1) confirmada em laboratório.

Hartl disse que, "infelizmente, é normal que quanto mais casos, mais mortes ocorram", mas descartou os temores de que o vírus tenha sofrido mutação.

Afirmou também que a veloz propagação registrada no hemisfério sul se deve a que o vírus circula melhor em baixas temperaturas.

Sobre o fato de que no hemisfério norte haja uma transmissão sustentada do vírus, apesar de estar no verão, o porta-voz disse que pode ser devido a que "ninguém tem imunidade frente a este vírus, porque é novo".

O maior número de casos continua sendo de adolescentes e jovens, mas não se sabe a razão disso e só existem suposições, uma das quais indica que os primeiros focos ocorreram em estabelecimentos de ensino e, nesses ambientes, o contágio é mais fácil.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

EFE   

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