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Morre fotógrafo que registrou monge ateando fogo no corpo

28 de agosto de 2012 11h33 atualizado às 12h02

O fotógrafo Malcolm Browne, autor da premiada foto de um monge em chamas no Vietnã, em 1963, morreu na madrugada desta terça-feira, aos 81 anos, em um hospital de New Hampshire, nos Estados Unidos, informou sua esposa Le Lieu.

Browne havia dado entrada na unidade hospitalar ontem, com complicações respiratórias. O fotógrafo tinha sido diagnosticado com a doença de Parkinson em 2000.

O jornalista, que cobria a Guerra do Vietnã para a agência Associated Press ganhou os prêmios World Press Photo e Pulitzer pela imagem, que causou comoção e que acabou fazendo o Governo de John Kennedy a rever a política com relação ao Vietnã.

Em junho de 1963, a câmara de Brown foi a única de um fotógrafo estrangeiro presente no protesto do monge Thich Quang Duc, que sentou na rua no meio de uma rua, no Centro de Saigon, para incendiar seu próprio corpo.

A trágica imagem rodou o mundo e provocou diversos protestos contra o regime do Vietnã do Sul, apoiado pelos Estados Unidos. A fotografia fez com que Kennedy comentasse com Henry Cabot Lodge, que assumiria o cargo de embaixador em Saigon, que "precisavam fazer algo sobre esse regime".

Malcolm Browne ainda trabalhou para a rede de televisão "ABC" e para o jornal "The New York Times". Sua última cobertura de guerra foi na Guerra do Golfo, em 1991. Além disso, publicou vários livros, um deles, inclusive, sobre a Guerra do Vietnã.

EFE
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