O Governo espanhol considera que Errazkin é um destacado membro do aparelho "logístico" da ETA por sua implicação em dois assassinatos e por sua longa experiência em comandar operações da organização terrorista.
Sobre Errazkin, nascido em Bayonne (França) há 27 anos, pesava uma ordem de busca e captura da Audiência Nacional espanhola desde 2009.
É atribuído a ele um atentado contra o Tribunal de Tolosa, a colocação de uma bomba na Casa do Povo de Lazkao e bombas contra a Polícia autônoma basca no monte Santa Bárbara de Hernani. Todas essas localizações ficam em Guipúzcoa, no norte da Espanha.
Além disso, Errazkin também estaria envolvido na colocação de um carro-bomba no campus da Universidade de Navarra, cuja explosão deixou 28 feridos, e teria participado dos assassinatos do vereador de Mondragón (Guipúzcoa) Isaias Carrasco e do empresário Ignacio Uría.
Já José Javier Osés tem uma longa experiência na "kale borroka" (violência popular) e foi detido e processado por sua participação em cerca de 40 ações desse tipo cometidas em Pamplona entre 2004 e 2007.
Ele também está vinculado à formação juvenil basca Segi, atualmente ilegalizada.
Com 32 anos de idade e nascido em Pamplona, embora tenha se estabelecido em Burlata (Navarra), Osés foi preso em 2007, mas em fevereiro de 2009 a Audiência Nacional o colocou em liberdade após o pagamento de fiança.
As detenções de Errazkin e de Osés elevam a 18 o número de pessoas detidas por supostos vínculos com a ETA desde que a organização terrorista anunciou, em 20 de outubro, a cessação definitiva da violência.
Desde janeiro, as forças de segurança capturaram 13 supostos membros da organização, fruto da colaboração internacional. EFE
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