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Morre patriarca emérito da igreja de Antioquia dos Sírios

07 de abril de 2012 10h24 atualizado às 11h02

Velório do sírio Ignace Moussa Daoud será na terça-feira na basílica de São Pedro do Vaticano. Foto: AFP

Velório do sírio Ignace Moussa Daoud será na terça-feira na basílica de São Pedro do Vaticano
Foto: AFP

O cardeal Ignace Moussa I Daoud, prefeito regional emérito para as Igrejas Orientais e Patriarca emérito de Antioquia dos Sírios, morreu neste sábado em Roma, aos 81 anos, informou o Vaticano. Assim que soube do falecimento, o papa Bento XVI enviou um telegrama de pêsames ao atual patriarca de Antioquia dos Sírios, Ignace Youssef III Younan, destacando a "generosidade e a fé" a serviço do povo de Deus com que Daoud sempre dedicou sua vida. Bento XVI lembrou os povos do Oriente Médio, "que nos dias de hoje vivem momentos difíceis".

O funeral ocorrerá na próxima terça-feira na basílica de São Pedro do Vaticano. Ignace Moussa Daoud, nascido na Síria, foi o artífice da visita que o papa João Paulo II realizou à Síria em 2001. Vetado pela poderosa Igreja Ortodoxa Grega, não pode acompanhar o pontífice nesse mesmo ano em sua histórica viagem a Atenas.

Daoud nasceu em 18 de setembro de 1930 em Meskané, povoado do arcebispado de Homs dos sírios. Foi ordenado sacerdote em 1954 e formou-se em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma. Em 1977 foi eleito eparca (bispo) no Sínodo Patriarcal Sírio realizado em Charfet (Líbano) e depois archieparca (arcebispo) de Homs dos Sírios.

Em 1998 o Santo Sínodo Sírio Católico o elegeu Patriarca de Antioquia dos Sírios, obtendo de João Paulo II a "ecclesiastica communio". A concessão é um sinal de retorno às origens da Igreja, um sinal de unidade nos novos tempos. Em 25 de novembro de 2000, João Paulo II o nomeou prefeito regional da Congregação para as Igrejas Orientais. Um ano depois, foi alçado ao posto de cardeal no consistório de 21 de fevereiro de 2001.

Com sua morte, o Colégio Cardinalício fica composto por 212 purpurados, dos quais 125 podem participar de eventual conclave por terem menos de 80 anos. Os demais - como estabelece a lei do Vaticano - embora não possam entrar na Capela Sistina - local dos conclaves - para escolher o papa, podem ser eleitos.

EFE
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