Brasileiro está entre os mortos em incêndio de presídio em Honduras
16 de fevereiro de 2012 14h37 atualizado às 15h47

Membros das equipes forenses colocam em um caminhão os restos de alguns dos mais de 300 mortos na prisão. Foto: EFE

Membros das equipes forenses colocam em um caminhão os restos de alguns dos mais de 300 mortos na prisão
Foto: EFE

Um brasileiro está entre os 355 mortos confirmados nesta quinta-feira pelo Ministério Público de Honduras no incêndio que ocorreu na terça-feira à noite na Colônia Agrícola Penal de Comayagua, no centro do país. A informação foi dada pela coordenadora dos procuradores do Ministério Público, Danelia Ferrera, em entrevista ao jornal local La Prensa.

Entre as vítimas de outras nacionalidades estão ainda um mexicano, um guatemalteco e um salvadorenho. No total de mortos estão incluídos os dois óbitos que ocorreram nos hospitais em consequência dos ferimentos causados pelo acidente, cujas causas estão sendo investigadas pelas autoridades.

Na madrugada desta quinta foi concluída a transferência dos corpos das vítimas para Tegucigalpa, onde equipes de médicos legistas já trabalham na identificação. Os corpos dos dois presos que morreram no hospital foram entregues aos familiares, confirmou à imprensa local o procurador-geral Roy Urtecho.

Pelos dados disponíveis, 30 presos foram levados para hospitais de Comayagua e Tegucigalpa, com queimaduras e fraturas. Alguns deles já estão de volta à penitenciária, situada a 80 km da capital hondurenha.

Os familiares das vítimas pediram agilidade na identificação dos corpos para que possam fazer os sepultamentos com rapidez. As autoridades, no entanto, advertiram que as tarefas de identificação "levarão bastante tempo".

Para tentar encurtar a espera das famílias, o secretário do Congresso Nacional, Rigoberto Chang Castillo, apresentou na quarta-feira à noite uma moção para que se permita a entrega sem necropsia dos corpos dos presos que possam ser identificados por seus parentes.

O incêndio ocorreu por volta da meia-noite de terça-feira por causas ainda não esclarecidas. Entre as hipóteses estão um curto-circuito ou a queima de colchão.

EFE
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  1. Familiares de detentos da penitenciária de Comayagua tentam derrubar o portão e entram em conflito com policiais

    AFP
    Foto: AFP

  2. Militares e parentes de presos entram em conflito em frente ao presídio

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  3. Soldados armados formam barreira para enfrentar familiares de detentos

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  4. Soldados correm de pedras lançadas por parentes de vítimas

    Foto: AP

  5. Soldados, policiais e jornalistas se protegem durante um conflito entre familiares de detentos e forças de segurança

    Foto: AP

  6. Parentes choram enquanto esperam em frente à penitenciária

    Foto: AP

  7. Peritos retiram corpo de vítima em maca

    Foto: AP

  8. Familiares de detentos choram enquanto aguardam por notícias em frente ao presídio, em Comayagua

    Reuters
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  9. Os corpos de detentos que morreram no incêndio são colocados lado a lado no pátio da prisão

    Reuters
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  10. Dentro da prisão, restos mortais de vários detentos que foram carbonizados pelo incêndio, em Comayagua

    Reuters
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  11. Policiais carregam um preso ferido após um grande incêndio atingir uma prisão na cidade hondurenha de Comayagua, localizada a 80 km da capital, Tegucigalpa. Ainda não estão claras as causas, mas suspeita-se de um curto-circuito

    EFE
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  12. Em declaração citada pela agência AFP, o diretor dos Centros Penais, Danilo Orellana, deu seu relato da tragédia. "Estamos fazendo a contagem de corpos. A situação é grave, a maioria morreu por asfixia. O fogo tomou conta de vários módulos. Não se trata de uma rebelião, as causas estão sendo investigadas", afirmou

    EFE
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  13. A hipótese do curto-circuito foi levantada por, Héctor Iván Mejía, porta-voz da Secretaria de Segurança. Ele destacou que a equipe do Ministério Público e outras autoridades estão fazendo a contagem dos mortos, feridos e foragidos

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  14. Parentes de detentos choram e se confortam enquanto aguardam por notícias em frente à prisão

    AFP
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  15. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio atingiu um dos dois módulos da penitenciária, espaço onde havia 500 presos. No total, a prisão abrigava 850 homens

    AFP
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  16. Ferido é retirado do presídio após o incêndio

    EFE
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  17. A chefe de Medicina Forense do Ministério Público de Honduras afirmou que a identificação das vítimas levará vários dias

    AFP
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  18. As causas do incêndio ainda não estão claras, mas suspeita-se de um curto circuito

    AFP
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  19. Bombeiros trabalham no rescaldo do incêndio que matou dezenas de detentos em Comayagua

    AFP
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  20. Imagem capturada por uma rede de TV mostra o fogo consumindo a colônia penal localizada na região de Comayagua

    Foto: Reprodução

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