Chefs defendem denominação de origem do vinho nos EUA

Alguns dos melhores cozinheiros de todo o mundo, como o espanhol Ferrán Adriá, o americano Thomas Keller e o francês Daniel Boulud, se reuniram nesta quarta-feira (19) para defender a denominação de origem do vinho nos Estados Unidos, um país que se tornou este ano no maior consumidor desta bebida no mundo.

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"Como orgulhosos profissionais da gastronomia e do vinho, estamos liderando uma iniciativa para levar a verdade aos rótulos das garrafas de vinho e ajudar os consumidores e os especialistas a navegarem na expansão do mundo do vinho", afirma a carta assinada por 60 conhecidos chefs e sommeliers de EUA, Espanha, França e Japão, entre outros países.

A iniciativa da reunião, realizada nesta quarta em Nova York, faz parte da Declaração Conjunta para Proteger o Lugar e Origem do Vinho, um projeto lançado em 2005. Essa declaração inclui 15 regiões vinícolas de todo o mundo, incluindo as Denominações de Origem de Rioja, Jerez, Porto, Champanha, Lençol Valley e Oregon.

"As áreas geográficas são questões fundamentais para entender os vinhos e os alimentos com que trabalhamos todos os dias", afirmou o chef espanhol José Andrés, que reside nos EUA, onde é dono, entre outros, do The Bazaar, em Los Angeles, e do Jaleo, em Washington.

Andrés acrescentou que os cozinheiros como ele utilizam diariamente "alimentos e vinhos de todo o mundo, trazendo elementos especiais à mesa. Por isso, uma etiqueta correta é importante nesta experiência".

Entre outros cozinheiros que fazem parte desta iniciativa, o chef Ken Frank frisou que "os americanos se preocupam mais do que nunca em saber de onde vêm os vinhos e os alimentos. Estão juntos para garantirem que os consumidores recebam adequadamente os produtos da origem que eles desejam".

Sob o título de "Hoje o vinho é tão americano como a torta de maçã", os cozinheiros e sommeliers que assinam a carta exaltam o fato de que neste ano os EUA conseguiu se transformar no país que mais consome vinho no mundo e que a bebida já faz parte da cultura americana.

Esta chamada, que também conta com a participação do diretor da recém-inaugurada Faculdade de Gastronomia de San Sebastián, Joxe Mari Aizega, procura arrecadar assinaturas através da internet. A ideia é demonstrar que todos estão "orgulhosos" e respeitam essa "crescente herança vinícola".

O diretor-geral do Conselho Regulador do Vinho de Jerez, César Saldaña, e o diretor-geral do Conselho Regulador da Denominação de Origem Qualificada Rioja, José Luis Lapuente, também estiveram na reunião de Nova York para reiterar a necessidade de proteger a denominação de origem do vinho.

EFE
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