As ações do maior banco dos Estados Unidos em ativos chegaram a subir 26 por cento nesta quinta-feira, mas reduziram a alta em relação aos ganhos vistos mais cedo, encerrando o pregão em alta de 9,4 por cento, cotadas a 7,65 dólares.
As negociações dos papéis foram tantas que as ações do BofA chegaram a representar quase 13 por cento de todo o volume do mercado acionário norte-americano.
O BofA informou em comunicado nesta quinta-feira que venderá à Berkshire 50 mil ações preferenciais perpétuas com dividendos acumuláveis de 6 por cento ao ano.
O banco pode recomprar as ações a qualquer momento sob condição de pagamento de prêmio de 5 por cento a Buffett.
A Berkshire também terá garantias para comprar 700 milhões de ações ordinárias do BofA por 7,14 dólares por papel, com a possibilidade de exercer tal opção a qualquer momento nos próximos dez anos.
Espera-se que o acordo seja concluído em 1o de setembro. Ele impede que Buffett eleva sua fatia total no BofA para mais de 14,9 por cento.
A operação pode ser vista como um espelho do acordo que a Berkshire fez com o Goldman no auge da crise financeira e econômica global em 2008, exceto pelo caso de o dividendo ser menor.
Agentes de mercado afirmaram que o negócio provou novamente que Buffett se tornou algo como um financiador de emergência para o sistema financeiro.
"Isso prova ao mercado que se o banco precisar de capital adicional, o que não acreditamos, mas se precisarem acalmar o mercado levantando capital, podem fazer isso em 30 minutos, com um rápido telefonema ao tio Warren", disse Sean Egan, diretor da Egan-Jones Ratings.
As ações do BofA têm sofrido impactos dos temores de que a instituição financeira não tenha superado os bilhões de dólares em problemas com empréstimos.
Nas últimas semanas, investidores venderam ações do banco, preocupados de que a instituição tenha de levantar capital externo —cerca de 50 bilhões de dólares, segundo estimativas— para reverter as perdas e atender a novas exigências do sistema financeiro.
(Por Ben Berkowitz e Joe Rauch)

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