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Tropas de Kadafi tentam avançar sobre rebeldes pelo sudeste

30 de abril de 2011 15h23 atualizado às 16h44

As tropas de Muammar Kadafi estão tentando avançar posições no território controlado pelos rebeldes no leste da Líbia, relatou à Efe Jalal Al-Galal, um dos porta-vozes dos insurgentes em Benghazi. Neste sábado, foram registrados combates entre as forças governamentais e o Exército revolucionário nos arredores da cidade de Jalu, situada a 200 km ao sul de Ajdabiya e cujo controle está sendo disputado por ambos os lados.

"Na batalha de hoje perdemos seis de nossos homens", disse Al-Galal, que explicou que o Exército rebelde está mandando reforços ao sul para tentar repelir o ataque perpetrado da cidade de Kufra, empregada por Kadafi como centro de recrutamento de mercenários de alguns dos países africanos na fronteira com Líbia. "Estamos mandando tropas para recuperar e consolidar Jalu", explicou Al Galal, que minimizou o risco de que as tropas do regime alcancem Ajdabiya, última posição segura entre os insurgentes no leste da Líbia e onde a frente de batalha ficou situada nas últimas semanas.

O porta-voz insurgente afirmou que os rebeldes esperam que a Otan intervenha o mais rápido possível, "nesta tarde ou à noite", para deter o avanço dos veículos militares de Kadafi que chegam do sul.

Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.

A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos.

EFE
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