O Exército de Honduras saiu hoje às ruas para reforçar a Polícia Nacional em operações de combate ao crime depois do massacre de 17 trabalhadores de uma sapataria cometido na terça-feira no norte do país.
Os militares participarão de patrulhas, blitz, registros e outras operações conjuntas "de prevenção" com os policiais, indicou hoje à imprensa o ministro de Segurança hondurenho, Oscar Álvarez.
Ele explicou que a medida foi adotada ontem à noite pelo presidente Porfirio Lobo em reunião de várias horas com as autoridades dos ministérios de Segurança e Defesa e os altos comandantes policiais e militares por causa do massacre cometido supostamente por gangues em uma sapataria de San Pedro Sula (norte).
Lobo "deu ordens precisas" para trabalho em conjunto "com as Forças Armadas, especificamente com o Exército", porque "o crime continua afetando os hondurenhos", acrescentou Álvarez.
As operações conjuntas serão realizadas principalmente em Tegucigalpa, San Pedro Sula e outras áreas de altos índices de crime, apontou o funcionário.
Até agora, as autoridades não detiveram ninguém relacionado a este massacre, atribuído à atividade das gangues, possivelmente vinculada às disputas por territórios ou venda de drogas.

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