Atentado mata quatro policiais e fere outros 30 na Índia
30 de julho de 2010 06h14 atualizado às 07h34

Soldados indianos carregam colega ferido na explosão de uma mina no nordeste do Estado de Assam. Foto: AFP

Soldados indianos carregam colega ferido na explosão de uma mina no nordeste do Estado de Assam
Foto: AFP

Quatro policiais morreram e outros 30 ficaram feridos, dez deles com gravidade, em um atentado realizado nesta sexta-feira por um grupo guerrilheiro contra o ônibus em que viajavam no estado indiano de Assam (nordeste).

Fontes policiais informaram que o fato ocorreu em uma zona de floresta do distrito de Goalpara, a 130 quilômetros da capital provincial, Guwahati, quando uma bomba explodiu durante a passagem do veículo que levava 40 membros da Força Policial da Reserva Central (CRPF).

"Quarenta agentes da CRPF voltavam a seu campo base após um exercício rotineiro de treino quando teve aconteceu a explosão da mina", disse uma fonte policial.

Entretanto, outra fonte assegurou à agência indiana "PTI" que a explosão foi causada por uma bomba ativada por controle remoto.

Dois hospitais da zona acolheram os feridos no atentado, que já foi reivindicado pelo grupo separatista Frente Unida para a Libertação de Assam (ULFA, sigla em inglês), uma das guerrilhas mais ativas do nordeste indiano.

"Provocamos a explosão em um ônibus da CRPF e intensificaremos nossa ofensiva se o Governo não deixar imediatamente de matar nossos membros", disse a um canal televisivo local o porta-voz da ULFA, Anu Buragohain, informou a agência indiana "Ians".

Este é o segundo ataque importante em uma semana contra as forças da ordem presentes em Assam.

Na última segunda-feira, quatro agentes morreram e vários outros ficaram feridos em uma emboscada realizada por guerrilheiros da Frente Nacional Democrática de Bodoland (NDFB) no distrito de Chirang, fronteiriço com o Butão.

Antes da reivindicação da ULFA, a Polícia tinha atribuído a explosão desta sexta ao NDFB, que luta por uma região independente para a minoria étnica bodo desde 1996.

EFE
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