O presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, respaldou a decisão tomada nessa quarta-feira do Parlamento de Honduras, de não restituir o governante deposto, Manuel Zelaya. "Respeito a decisão do Congresso", disse Lobo, do Partido Nacional, à rede de televisão TN5 após a decisão do parlamento de rejeitar a restituição de Zelaya ao poder por 111 votos a 14, de um total de 128 deputados (três ausentes).
Lobo, vencedor das eleições do último domingo, lembrou que o Congresso debateu sobre a restituição de Zelaya em cumprimento do Acordo Tegucigalpa-San José, assinado em 30 de outubro por representantes do presidente deposto e do governo interino, liderado por Roberto Micheletti. "Peço aos responsáveis pelo acordo para que continuem a cumpri-lo", disse.
Lobo reiterou ainda que nesta quinta deve dar o primeiro passo para a elaboração de um plano de desenvolvimento do país. O projeto terá que passar pelo parlamento para que o novo presidente possa executá-lo quando assumir o poder, no dia 27 de janeiro.
A maior parte da comunidade internacional não reconhece as eleições vencidas por Lobo por considerar que a derrocada de Zelaya, em 28 de junho, desrespeitou a constituição hondurenha.

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