AIEA autoriza criação na Rússia banco internacional de urânio
27 de novembro de 2009 12h24

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O Conselho de Governadores da AIEA autorizou hoje o projeto para criar na Rússia um banco multilateral de urânio pouco enriquecido que possa satisfazer as necessidades energéticas de qualquer país.

Dessa forma, a entidade acredita que será possível evitar que mais países - como atualmente o Irã - queiram construir o ciclo completo de combustível nuclear, incluindo o enriquecimento de urânio, um material que pode ter aplicações militares.

Por isso, várias nações emergentes, como a Argentina, Brasil e África do Sul, votaram hoje contra a iniciativa, já que temem que com ela se limitem seus direitos de aumentar suas estruturas de energia nuclear.

Em favor da resolução que outorga ao diretor-geral da AIEA o poder de assinar com a Rússia os primeiros acordos pertinentes votaram 23 países, enquanto oito se mostraram contrários e três se abstiveram.

Entre os países que rejeitaram a proposta estão Cuba, Venezuela, Malásia, Paquistão e Egito.

Pelo projeto russo, que conta com o respaldo dos Estados Unidos e os países da União Europeia, será criada uma reserva de 120 toneladas de urânio pouco enriquecido que estaria sob estrita supervisão da AIEA.

Segundo a resolução aprovada hoje, o banco de urânio é um instrumento só para o caso que no mercado livre não se possa comprar combustíveis nucleares.

Qualquer país do mundo poderia procurar o banco sempre que o uso do combustível seja para fins pacíficos e se o Estado tiver um histórico impoluto de não-proliferação nuclear.

EFE
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