Um tribunal da província sudeste de Sichuan condenou a morte um desertor do Exército de Libertação Popular (ELP) após considerá-lo culpado das acusações de roubo e assassinato, segundo informou hoje a agência oficial de notícias Xinhua.
Em 2003, o acusado, Wu Yong, 31 anos, assassinou um homem chamado Guo Xiaoming durante um assalto em um pedágio da estrada que une as cidades de Yibin e Neijiang (Sichuan), no qual Wu e sua gangue levaram mais de US$7 mil (4,6 mil euros).
O Tribunal Popular Municipal Intermediário de Yibin também lhe acusou de ferir com um tiro um segurança de um observatório na cidade de Yibin (Sichuan) e atacar em outra ocasião a um guarda que custodiava um edifício municipal.
O condenado tinha entrado no Exército chinês em 1999, mas acabou abandonando-o meses depois sem justificativa. O Exército de Libertação Popular é o maior corpo militar do mundo, com mais de dois milhões de soldados e para muitos jovens chineses de famílias modestas é uma oportunidade de trabalho e progresso social.
A organização defensora dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) denunciou em seu relatório anual sobre a pena de morte que em 2008 foram executadas pelo menos 2.390 pessoas no mundo todo, 72% delas na China.
AI afirmou que o número na China pode ser mais elevado, já que os dados sobre as penas de morte e as execuções são segredo de Estado no país asiático e só é divulgada uma parte mínima das mesmas.

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