Em entrevista à Agência Efe, o ministro para o Desenvolvimento Econômico, Claudio Scajola, encarregado de liderar a delegação, disse a missão será a segunda com estas características que a Itália envia no Brasil.
Segundo Scajola, a primeira missão, de 2006, permitiu o relançamento da cooperação econômica e comercial entre ambas as nações.
Já a atual vai possibilitar aos empresários italianos conhecer "em primeira mão a variedade de ofertas do mercado sul-americano, assim como a realidade das áreas produtivas e dos setores de maior desenvolvimento econômico" do Brasil.
Scajola destacou que as relações entre Brasil e Itália ganharam um notável impulso nos últimos quatro anos, tanto no âmbito cultural como "nos investimentos italianos no país".
"Existem mais de 300 companhias italianas que abriram uma filial no Brasil. Desde os grupos maiores, como FIAT, Pirelli, Telecom e Eni (...), até pequenas e médias empresas", destacou o ministro de Desenvolvimento Econômico.
Scajola acrescentou que o Brasil, que nos próximos anos "experimentará um autêntico ''boom'' graças aos investimentos em infraestruturas e serviços para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016", oferecerá "grandes oportunidades para os italianos".
"Em tempos de crise, a possibilidade de elevar a colaboração com o Brasil desponta como um grande negócio para a Itália", concluiu.
Sobre o terrorista Cesare Battisti, o ministro declarou: "Espero que os juízes brasileiros concedam a extradição de um terrorista assassino".
Mas Scajola fez questão de ressaltar que, até agora ocaso "não influenciou as relações econômicas entre os dois países".




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