Maioria dos feridos por tiroteio em base segue hospitalizada
07 de novembro de 2009 04h55 atualizado às 06h00

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Quase todos os 30 feridos no tiroteio da quinta-feira na base militar de Fort Hood continuam hospitalizados, enquanto a Polícia investiga as razões que levaram ao major Nidal Malik Hassan realizar o massacre.

Alguns dos feridos se encontram em situação grave, incluindo o agressor, informaram fontes dos hospitais para onde foram transferidos após o incidente, no qual morreram 12 soldados e um civil. Entre os hospitalizados está a sargento da polícia Kimberly Munley, que estava perto do local do incidente para uma revisão de seu automóvel de patrulha e acudiu ao ouvir o tiroteio. Munley abateu a Hassan com vários disparos, mas recebeu dois tiros nas pernas.

As autoridades divulgaram a identidade de algumas vítimas, que morreram no centro de atendimento médico que estava cheio de soldados que iam a partir ou acabavam de voltar do Iraque ou Afeganistão. Entre os recém chegados do Iraque que morreram na quinta-feira estavam Francheska Vélez, de 21 anos, que estava grávida, e Jason Dean Hunt, de 22 anos, casado há dois meses.

Também morreram Aaron Thomas Nemelka, de 19 anos, e Amy Krueger, de 29 anos, que se alistou após os atentados de 11 de setembro e prometeu a sua mãe apanhar Osama bin Laden. Ambos se preparavam para ir ao Afeganistão. Michael Pearson, de 21 anos, e Kham Xiong, de 23, foram outros dois dos mortos cuja identidade foi divulgada, enquanto entre os feridos se encontram Nathan Hewitt, de 27 anos, Amber Bahr, de 19 anos, Keara Bono, de 21 anos, e Grant Moxon e Ray Saucedo, de idades desconhecidas.

As autoridades ainda não anteciparam um possível motivo para o ataque e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu "não precipitar-se" em tirar conclusões. A Polícia vasculhou o apartamento de Hassan em Killeen (Texas), o automóvel que estacionou na base e entrevistou a alguns de seus familiares.

Na sexta-feira agentes do FBI (polícia federal americana) falaram com Nader Hassan, primo do suspeito, segundo informou ele mesmo em comunicado. Nader Hassan, que reside na Virgínia, onde nasceu seu primo, disse que sua família cooperará completamente com as autoridades, embora indicasse que não tem ideia do que motivou o massacre.

Em declarações prévias à imprensa, Nader Hassan afirmou que seu primo estava "muito chateado" porque ia ser enviado ao Afeganistão.

EFE
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O major Nidal Hasan aparece comprando café sete horas antes do tiroteio que matou 13 pessoas e deixou dezenas de feridos