O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, manifestou na noite de quarta-feira sua confiança de que nesta quinta o Congresso convoque uma sessão para decidir sobre sua restituição no poder. Este é o prazo final estabelecido no Acordo Tegucigalpa-San José para a instalação do Governo de Unidade.
"É um dia crucial. O Congresso Nacional tem uma grande função na solução deste conflito e esperamos que o faça de forma responsável e oportuna", afirmou Zelaya à Rádio Globo. O ex-presidente está na embaixada do Brasil desde seu retorno ao país.
As duas comissões negociadoras que assinaram o acordo entre Zelaya e o presidente de facto Roberto Micheletti solicitaram na sexta-feira passada ao Legislativo que resolva sobre a restituição. No entanto, ainda não foi convocada uma sessão plenária e na terça-feira foi solicitada a opinião da Corte Suprema de Justiça, do Ministério Público, da Procuradoria e do Comissário Nacional de Direitos Humanos, sem dar um prazo para resposta.
"Se hoje o Congresso Nacional não faz a sessão que tem que fazer para reverter este processo e conseguir a paz e a reconciliação nacional, o acordo terá deixado de ser cumprido", advertiu Zelaya. "Não quero pensar que o Congresso Nacional vai a ser um obstáculo para o cumprimento deste acordo", acrescentou.
O líder deposto fez um chamado aos hondurenhos "democratas" a manifestar-se hoje "pacificamente para reverter a interrupção do processo democrático hondurenho e pedir ao Congresso que aja". No entanto, o presidente interino do Parlamento, Erick Rodríguez, que apóia a restituição de Zelaya, disse na madrugada desta quinta que ainda não tinha sido convocada uma sessão plenária.
O presidente deposto também aproveitou para agradecer ao Departamento de Estado dos EUA que hoje, através de seu porta-voz, Ian Kelly, assegurou que sua postura continua sendo que Zelaya "deveria ser restituído". "Os americanos foram enfáticos: 'Estamos pela restituição do presidente que elegeu o povo e condenamos o golpe de Estado'. Não deve haver dúvida sobre a posição dos Estados Unidos", afirmou Zelaya.




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