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Netanyahu reúne "Gabinete dos 8" para responder ao Quarteto

27 set 2011
06h53
atualizado às 07h07

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convocou nesta terça-feira o Gabinete dos Oito (que reúne os oito ministros mais importantes de seu Governo) para debater a resposta à proposta do Quarteto sobre o reinício do diálogo de paz com os palestinos.

Os dois principais ministros da coalizão governamental, o titular das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, e o da Defesa, Ehud Barak, se mostraram a favor de aceitar o convite de Estados Unidos, Rússia, ONU e União Europeia (o Quarteto para a Paz no Oriente Médio), que exortaram as partes a voltarem à mesa de negociações em outubro.

Os quatro apresentaram na última sexta-feira uma proposta que fixa um mês de prazo para a realização de uma reunião preparatória entre israelenses e palestinos para fixar a agenda e o método de uma negociação que deve vislumbrar um acordo de paz definitivo antes do fim de 2012.

Segundo a proposta, as partes terão três meses para pôr sobre a mesa suas posições em torno de dois dos assuntos mais espinhosos do conflito - fronteiras e segurança -, e deverão alcançar "progressos substanciais" sobre estes pontos em um prazo não superior a seis meses.

O presidente israelense, Shimon Peres, assegurou ontem que o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, é o "melhor" dirigente palestino que Israel poderia ter para negociar a paz, apesar dos desacordos que existem entre os dois lados.

O Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) estudará nesta quarta-feira, em Ramala, a proposta do Quarteto, anunciou o chefe negociador palestino, Saeb Erekat.

Após 20 anos de diálogo de paz, os palestinos exigem para retornarem às negociações um marco de referência claro e a paralisação da ampliação das colônias judaicas nos territórios ocupados de Jerusalém Oriental e da Cisjordânia enquanto durar o diálogo.

Israel, por sua vez, exige que não haja pré-condições para o debate e pede aos palestinos que reconheçam Israel como "Estado judeu", algo que estes se negam a fazer ao entender que não lhes corresponde definir o caráter de outro Estado.

EFE   

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