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Westerwelle diz que não há espaço para radicalismos no Egito e Afeganistão

6 fev 2011 07h30
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O ministro de Exteriores e vice-chanceler da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou neste domingo, último dia da Conferência de Segurança de Munique, que "não deve haver espaço para radicalismos" no futuro do Egito e do Afeganistão.

Westerwelle garantiu que os egípcios participantes das manifestações em todo o país árabe "estão defendendo os direitos do homem, que são universais", e reivindicou a comunidade internacional "evitar pressões", já que "devem decidir os cidadãos".

O ministro alemão insistiu em seu discurso sobre a disposição de seu país em "dar apoio às eleições livres e ao estabelecimento de uma justiça universal, mas a decisão com relação aos dirigentes cabe aos cidadãos do Egito".

De qualquer maneira, afirmou o vice-chanceler alemão, tanto no Egito quanto no Afeganistão, "o processo deve ser organizado de forma pacífica".

Westerwelle lembrou o objetivo dos aliados de transmitir o poder aos afegãos em 2014 "se a situação permitir", mas advertiu que "os aliados seguirão tendo uma responsabilidade com os membros afegãos além" desse período.

"Juntos assumimos a responsabilidade e juntos sairemos", sentenciou Westerwelle, para quem "2011 deve ser o ano da política em detrimento do militar".

Com relação ao Afeganistão, ao lado do presidente afegão, Hamid Karzai, Westerwelle felicitou as autoridades locais por ter iniciado imediatamente uma investigação sobre as acusações de suposta manipulação eleitoral no último pleito presidencial.

"O reino do terror dos talibãs não voltará ao Afeganistão", afirmou Westerwelle ao abrir o dia de encerramento da conferência de Segurança, dedicada a analisar a situação no Afeganistão e o papel da Otan naquele país.

O último dia da Conferência de Segurança de Munique, que começou na sexta-feira na capital bávara, dedicará uma pequena homenagem ao diplomata americano Richard Holbrooke, morto em 13 de dezembro de 2010.

No momento de sua morte Holbrooke era o assessor especial do Afeganistão e Paquistão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

EFE   
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