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Viver no Exterior
Sábado, 29 de abril de 2006, 12h37 
Eficácia das estatais impressiona estrangeiros
 
Divulgação
Um teleférico leva ao alto do vale de Tegernsee
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A destruição da II Guerra Mundial talvez tenha dado uma força interior ao povo alemão, que lutou para reerguer-se e unificou a nação. Da divisão oriental/ocidental restaram partes do muro de Berlim. Hoje, a Alemnha é uma única nação. O empenho em lutar pela hegemonia da civilização germânica tornou o povo vencedor. Os alemães têm uma invejável qualidade de vida, gostam da liberdade e pagam alto por ela.

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O analista de sistemas Nicolas Bonifácio, 26 anos, esteve durante um mês na Alemanha, em visita ao irmão e a cunhada que moram em Munique. Para Bonifácio, a Alemanha é um lugar onde o povo usufrui dos impostos pagos ao governo. "Meu irmão deslocou o ombro em uma estação de esportes na neve e em poucos minutos um 'trator-ambulância' foi prestar socorro. Lá eles pagam aproximadamente 40% do salário em impostos, mas não acham isso ruim porque têm assistência governamental para quaisquer necessidades", conta.

O jornalista Bruno Taitson, 28 anos, elogia a segurança do país. "Na verdade, é errado dizer que no Brasil temos liberdade de ir e vir. É muito frustrante não poder, em meu próprio País, ir aonde quiser, a hora em que quiser. Aqui na Alemanha essa realidade é completamente distinta", desabafa o jornalista que estuda mestrado na cidade de Erfurt. Taitson passou a perceber, depois de estar morando há mais de um ano na Alemanha, que a violência restringe a liberdade individual do brasileiro. "A eficiência das instituições públicas é o principal aspecto positivo do País", salienta.

Habituado a viver no exterior, Gustavo Francisco Smaniotto, 27 anos, que atualmente mora nos Estados Unidos, trabalhou na Alemanha em 2000, de junho a setembro. Para ele, o país é bem organizado e tem um sistema tributário bem melhor que o do Brasil. "A malha ferroviária é de uma pontualidade e uma eficácia impressionante. É um exemplo de transporte público que funciona, conecta a Alemanha a vários outros países", informa. Smaniotto diz que para quem gosta de "adrenalina" existem as autobahns, rodovias sem limite de velocidade.

Estrangeiros que vivem na Alemanha se impressionam ao conhecer antigos campos de concentração da II Guerra Mundial e observar que uma cidade destruída pelos aliados está em plena ascensão cultural. Bonifácio, Taitson e Smaniotto recomendam que a viagem ao País seja para estudo ou turismo. "Viajar no estilo 'mochilão' pela Alemanha é muito interessante. É fascinante poder estar em locais que fizeram parte da historia contemporânea", recomenda Smaniotto.

O emprego é escasso para quem vem de fora. Ao estrangeiro que pretende trabalhar no País, recomenda-se viajar com oferta de um empregador alemão. "Em cinco anos minha cunhada nunca conseguiu emprego. Ela recebe uma ajuda mensal do governo para desempregados", conta Bonifácio contextualizando que o irmão foi para a Alemanha porque recebeu proposta de emprego.

As dificuldades com o idioma são, para Taitson, um dos principais empecilhos à adaptação de estrangeiros. "Percebo claramente a dificuldade que estudantes ou imigrantes que não dominam o idioma têm em se integrar à sociedade local", conta. Smaniotto salienta que muitos alemães "não gostam de pessoas que não falam alemão".

Aos interessados em turismo o jornalista Taitson recomenda visitar a floresta da Turíngia, localizada no "coração" da Alemanha, e o sul da Bavária, região próxima à fronteira com a Áustria.
 

Redação Terra