| Arquivo pessoal/Divulgação |
 A estudante Raquel Amarins é au pair em South Orange, Nova Jersey |
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Há nove meses morando nos EUA, a estudante paulista Raquel Amarins, 21 anos, tem uma visão bem particular das au pairs. "Algumas dessas moças são mais 'mães' das crianças do que as próprias mães biológicas". Para a criadora do blog Manuel do Au Pair Preguiçoso (http://spaces.msn.com/manu-ap-pregui), muitas das famílias que entram no programa passam toda a responsabilidade de criação e educação dos filhos para as mãos das estudantes.
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Apesar das críticas, ela junta-se ao coro que defende o programa de au pair como a forma mais barata de se estudar no exterior. Com um valor aproximado de R$ 4 mil é possível tornar-se candidata a au pair em alguma agência especializada. Mas ela aconselha cautela às interessadas. "Muitas meninas vêm pra cá depois de fazer contato com a primeira família que aparece. Não pode ser assim, é preciso escolher um lugar onde você sinta-se bem. Com uma família legal você se muda até para o Alaska".
Nos EUA, Raquel mora em South Orange, Nova Jersey. Garante estar muito satisfeita com sua família americana, mas deve se despedir dela em junho, quando terá de renovar seu contrato. O motivo é a divergência entre ela, que quer continuar no programa por meio de agências, e a família, que pretende voltar aos contratos diretos. "Se eu sair da agência vou me tornar imigrante ilegal", afirma.
Esse também é um dos problemas comuns no programa. A agência oferece uma série de garantias à moça interessada em atuar como au pair, ao mesmo tempo em que faz mais cobranças à família que receberá a jovem, inclusive financeiras. Ainda que isso crie mais dificuldades nas relações, Raquel não pensa em abandonar o programa e garante que no meio do ano vai renovar seu contrato por mais doze meses.
Raquel diz que está aproveitando a oportunidade. Já estudou em Nova Jersey e esse ano deve começar um curso na tradicional NYU, de Nova York. A meta é ir para Boston no segundo semestre. "Quero fazer algum curso em Harvard".
Para ela, a melhor coisa de ser au pair foi conquistar sua independência. Acredita que quando voltar ao Brasil vai morar sozinha e promete retornar à USP para concluir o curso de Ciências Sociais. Deixou para trás a mãe, o pai, um irmão e um padrão de vida muito bom em Osasco, na Grande São Paulo. "O lado ruim? Não é o meu caso. Mas, em geral, as crianças americanas são muito mal educadas e dão muito trabalho".
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