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Viver no Exterior
Segunda, 24 de julho de 2006, 15h41  Atualizada às 19h16
Um dia em um safári sul-africano
 
Moreno Cruz Osório
 
Arquivo Pessoal/Terra
Leão descansa sobre a savana no Kruger National Park
Leão descansa sobre a savana no Kruger National Park
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Para saber um pouco mais sobre o que a África do Sul oferece, leia abaixo um dia do diário da viagem que a empresária paulista Roberta Roth fez em 2000 ao país. Ela conta um pouco da experiência de fazer um safári no Kruger Park.

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Oito de maio de 2000
Ao acordar, perguntamos ao guia sobre os barulhos estranhos que escutamos ontem à noite. Ele nos disse que eram hienas! Depois de um café da manhã excelente, saímos para ver mais animais. Estávamos em uma estrada de terra quando de repente vimos uma leoa atrás de uns arbustos!

Mais à frente, encontramos outros dois leões bem deitados no acostamento. Quando eu comecei a filmar, um ficou me encarando com uma cara... Aí lembrei que aqui não é como os safáris que estamos acostumados, com carros com grades nas janelas. Com a janela do carro totalmente aberta, fiquei de frente com um leão!

Em seguida, vimos zebras, girafas, águias e abutres. Na saída do Kruger, paramos para comprar geléia de marula, a mesma fruta com que é feito o licor de Amarula. Caímos na estrada de novo, dessa vez na direção de Mohlabetsi, uma reserva privada.

Lá, saímos do jipe para andar a pé no meio da savana. A primeira coisa com a qual topamos foi uma família de pumbas, uma espécie de porco selvagem, depois vimos gnus e uma girafa. Chegamos a ver também pegadas de elefante à beira de um lago e ouvir rugidos de leões!

Ao entardecer, o guia parou numa clareira e tivemos uma happy hour no meio da savana, sob um céu espetacular! Voltando ao jipe, continuamos nosso passeio. O batedor, sempre com um rifle na mão e sentado sobre o motor, ligou um holofote e foi iluminando todo o caminho. Aí vimos um monte de animais: impalas, gnus, chacais, babuínos, mangustos e esquilos.

Na volta ao acampamento, veio a melhor parte: um jantar à luz de tochas, anunciado por tambores, preparado no fogo e servido sob o coro de chacais! Já no chalé, um pouco antes de dormir, ouvimos sons ainda mais estranhos. Pensando bem, é até compreensível, já que nesse alojamento não havia cerca separando os chalés da savana.
 

Redação Terra