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Viver no Exterior
Segunda, 24 de julho de 2006, 15h41  Atualizada às 17h34
Não espere até a Copa 2010, vá à África do Sul agora
 
Moreno Cruz Osório
 
Arquivo Pessoal/Terra
Cabo da Boa Esperança, antigo Cabo das Tormentas
Cabo da Boa Esperança, antigo "Cabo das Tormentas"
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Maio de 2010. Depois de uma fase eliminatória conturbada, a seleção brasileira de futebol desembarca em Pretória onde ficará concentrada antes da estréia contra a Dinamarca no Loftus Versfeld Stadium. Uma multidão aguarda os jogadores no aeroporto da cidade, que foi fundada em 1860.

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Ok, agora voltemos ao presente. A eliminação prematura do Brasil na Alemanha ainda está fresca na memória de todos e os quatro anos que faltam para a próxima Copa parecem eternos.

Que tal, então, deixar o futebol um pouco de lado olhar para sede da próxima Copa do Mundo com outros olhos? Tem muita gente que já está fazendo isso. Do esqui ao surfe, passando pelos tradicionais safáris, as opções oferecidas pela África do Sul vêm chamando a atenção das empresas que promovem intercâmbio estudantil.

Segundo a gerente nacional de relacionamentos do STB, Andrea Pinotti, a procura de brasileiros por este destino aumentou muito nos últimos anos. "É uma opção para quem quer ir a um lugar diferente", analisa.

De acordo o diretor nacional de programas da World Study, Bruno Seixas, o país é procurado pelas belezas naturais e por ter um custo de vida mais baixo comparado a destinos mais tradicionais, como os Estados Unidos.

Com cerca de 43 milhões de habitantes, a África do Sul está situada no extremo sul do continente africano. Banhada pelos oceanos Atlântico e Índico, sua história inicia na época das navegações, quando o temido "Cabo das Tormentas" ganha o nome de "Cabo da Boa Esperança" ao ser vencido pelas caravelas portuguesas.

Colonizada por britânicos e holandeses, sofreu por 46 anos com o apartheid, um sistema legalizado de discriminação racial que manteve o domínio da minoria branca nos campos político, econômico e social. O quadro começou a mudar em 1993, quando os mecanismos do apartheid deram lugar a um sistema político mais democrático. Em 1994, Nelson Mandela foi eleito o primeiro presidente negro do país.

De lá pra cá algumas coisas mudaram, outras não. O preconceito e a discriminação racial continuam presentes no dia-a-dia dos sul-africanos, mas diminui à medida que a geração pós-apartheid vai crescendo. Aí, as coisas boas do país começaram a ganhar mais destaque.

Nos últimos anos, os brasileiros encontraram no país africano uma boa alternativa de turismo e estudo. O STB registrou um aumento em torno de 15%, no comparativo entre 2004 e 2005, nas viagens para a África do Sul.

O câmbio favorável e o custo de vida acessível ajudaram a popularização, mas a curiosidade por conhecer um lugar novo e exótico tem sido decisiva na escolha do país como destino para estudar ou simplesmente aproveitar as férias.
 

Redação Terra