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Unesco pede que A.Latina concretize acordos de reconhecimento de diplomas

11 jul 2013
19h34
atualizado às 19h37

A mobilidade acadêmica na América Latina e no Caribe está crescendo, e é necessário que "de uma vez por todas" os países da região fechem "acordos definitivos" em matéria de reconhecimento de estudos, títulos e diplomas, alertou nesta quinta-feira no Panamá um diretor da Unesco.

A mobilidade acadêmica como parte do processo de internacionalização da educação superior é um dos temas centrais do V Encontro de Redes Universitárias e Conselhos de Reitores da América Latina e o Caribe, aberto hoje na capital panamenha.

"A Unesco quer resolver os temas de reconhecimento (...) porque os deslocamentos dos estudantes e dos professores estão sendo cada vez mais frequentes, e esses são temas que nos preocupam", declarou à Agência Efe Pedro Henríquez-Guajardo, diretor do Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (Iesalc), um organismo da Unesco.

No encontro regional, que terminará amanhã, o Iesalc/Unesco apresentará a iniciativa "Chasqui", uma proposta de plataforma regional de mobilidade de estudantes e professores universitários.

No evento, será revisada a execução do Convênio Regional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre Convalidação de Estudos, Títulos e Diplomas de Educação Superior na América Latina e no Caribe assinado em 1974.

Esse instrumento, na opinião do Iesalc/Unesco, é um elemento-chave para o avanço e melhoramento do processo de internacionalização da educação superior regional, afirmou Henríquez-Guajardo em comunicado oficial.

"Avançamos muito pouco no reconhecimento de créditos de estudantes, sem falar no reconhecimento de títulos", afirmou à Efe o membro do Conselho de Administração do Iesalc e vice-presidente da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), reitor Alvor Cantard.

Reitor da Universidade Nacional do Litoral da Argentina, Cantard declarou que atualmente "é mais fácil chegar a acordos de dupla titulação ou reconhecimento de títulos com universidades europeias do que com as próprias universidades latino-americanas".

Segundo sua opinião, um dos grandes obstáculos que o processo enfrenta é a falta de confiança mútua entre as universidades da região.

Para superar a situação, acrescentou, "é preciso aproveitar a experiência das comissões de avaliação e de credenciamento de títulos" que cada instituição de educação superior tem, "e trabalhar fortemente em reconhecimento de títulos".

Outro tema a ser abordado no encontro, do qual não sairá nenhuma resolução, pois se trata mais de uma "troca e debate de ideias", é o uso das tecnologias da comunicação e informação (TIC) como ferramenta educativa em nível superior, disse Henríquez-Guajardo.

Nesse sentido, a vice-reitora de Extensão da Universidade do Panamá, María do Carmen Terrientes de Benavides, não hesitou em argumentar que "a educação superior em linha é o futuro".

EFE   
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