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UA buscará saída para Costa do Marfim na Cúpula Africana

26 jan 2011
08h30
atualizado às 08h41

O presidente de Malauí e titular de turno da União Africana (UA), Bingu wa Mutharika, afirmou que buscará uma saída para a crise pós-eleitoral da Costa do Marfim durante a Cúpula Africana que será realizada os próximos dias 30 e 31 de janeiro em Adis-Abeba (Etiópia).

Nesta terça-feira à noite, ao fim de uma visita a Abidjan onde se reuniu com os dois rivais que disputam a Presidência da Costa do Marfim, Mutharika relatou que havia se informado a fundo sobre a situação para apresentar um relatório aos chefes de Estado e de Governo africanos em sua próxima Cúpula, segundo reportou nesta quarta-feira a imprensa local.

Mutharika se reuniu com Laurent Gbagbo, ao qual a comunidade internacional exige que deixe a Presidência do país, e com Alassane Outtara, considerado vitorioso nas eleições de 28 de novembro pela comunidade internacional.

"Vou comunicar suas propostas e opiniões à União Africana, aos chefes de Estado e de Governo, para buscar, através do diálogo, a solução e avançar na resolução do conflito", disse Mutharika antes de deixar Abidjan.

Segundo disse à Agência Efe uma fonte da Diplomacia em Abidjan, a visita não tinha objetivo de mediação, mas era uma "missão de observação" para saber como se encontra a situação do país e as posturas de ambos os adversários.

No início de dezembro, o primeiro enviado da UA para tentar uma medição foi o ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki, seguido pelo presidente da Comissão do organismo pan-africano, Jean Ping, e depois em duas ocasiões foi a vez do primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, mas nenhum deles obteve resultados satisfatórios.

A União Africana e a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) reconheceram, como o resto da comunidade internacional, a vitória de Ouattara e exigem que Gbagbo deixe o poder.

Ambos os organismos suspenderam a Costa do Marfim até que Outtara ocupe efetivamente a Presidência do país e a Cedeao ameaçou Gbagbo com o uso da força para obrigá-lo a ceder.

EFE   

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