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Sem "terror" ou "guerra", jornais evocam significado do 11/9

11 set 2011
09h53
atualizado às 10h08

No dia 12 de setembro de 2001, a massiva maioria dos jornais estampava fotos dos atentados nos Estados Unidos, lançando nas manchetes os conceitos de "terror" e "guerra". Hoje, 10 anos depois, as capas dos periódicos jornais voltam a estampar em suas capas o mesmo tema, mas deixam de lado o ambiente de conflito eminente do passado para evocar a memória e o significado histórico de 11 de setembro de 2001.

Washington Post, exemplo do enfoque histórico dos jornais deste domingo: "Quando tudo mudou"
Washington Post, exemplo do enfoque histórico dos jornais deste domingo: "Quando tudo mudou"
Foto: Washington Post / Reprodução

Na mídia impressa americana, o tema impera como assunto principal em todos os grandes jornais. Na sua edição deste domingo, o New York Times publica um caderno especial, intitulado "O balanço, uma década após o 11/9". O Washington Post, diário de outra cidade almejada pelos terroristas da Al-Qaeda, a chamada "Quando tudo mudou" segue a mesma linha do cálculo histórico do dia fatídico. O Los Angeles Times também deixa de lado o enfoque da guerra e mantém o mesma escolha editorial: "9/11, dez anos depois".

Fora dos Estados Unidos o tema é recorrente em muitos jornais, mesmo que não com a mesma importância de 10 anos atrás. No Brasil, O Estado de S. Paulo chama: "Nova York relembra seu dia mais amargo", enquanto que a Folha de S. Paulo publica uma série de matéria sob a chamada "10 anos". A linha é a mesma do periódico argentino La Nación ("EUA se unem em memória do horror") e do colombiano El Mundo ("Cicatriz inapagável"). No Chile, El Mercúrio chama atenção para "A década em que os EUA duplicaram seu gasto militar, elevaram seu déficit e lidaram com o temor".

Na Europa, as escolhas são similares. O espanhol La Vanguardia estampa "Recuerda" em sua capa, enquanto o Público, de Portugal, escreve sobre "A década do 11 de setembro". O alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung pondera sobre os Estados Unidos com artigo acerca de "A situação do país". O jornal de circulação mundial International Herald Tribune, editado pelo grupo do NY Times, também em enfoque histórico, reporta e disserta sobre "O dia que nunca terminou".

Poucos são os jornais que neste domingo dão destaque ao terrorismo. Editado em inglês, o tailandês The Nation fala sobre a "Al-Qaeda em missão no 11/9", seguindo o Haaretz, de Israel ("EUA alertam sobre ataque da Al-Qaeda para marcar o 11/9"), em referência à suspeita de eventuais novos ataques organizados pelo grupo. No Brasil, O Globo, por sua vez, é um dos poucos jornais a retomar o tema do terrorismo, com "A década sob o espectro do terror".

Fonte: Terra
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