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“Robôs assassinos” poderão ser usados em guerras em breve

Representante da ONU disse que há uma preocupação com tais armamentos, mas que países devem concordar em proibi-los

28 ago 2014
13h33
atualizado às 13h45
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“Robôs assassinos” programados para abrir fogo sem controle humano estão prestes a chegarem em campos de batalha pelo mundo, porém, as potências militares podem concordar em proibi-los, afirmou um alto funcionário da ONU. As informações são do The Telegraph.

A ONU realizou sua primeira reunião sobre a ameaça de armas letais autônomas no início deste ano e planeja realizar outra em breve
A ONU realizou sua primeira reunião sobre a ameaça de armas letais autônomas no início deste ano e planeja realizar outra em breve
Foto: Clive Mason / Getty Images

Angela Kane, representante da ONU para o desarmamento, disse que os governos devem ser mais abertos sobre os programas de desenvolvimento tecnológico, e favoráveis a uma proibição preventiva. “Qualquer arma de guerra é terrível e você pode chegar àquelas que não precisariam de intervenção humana. Eu penso que isto seria pior. Torna a guerra sem rosto e acho que deveria ser proibido... A decisão está nas mãos dos estados que têm a capacidade de desenvolvê-las”, defendeu.

No ano passado, o ministro conservador britânico, Alistair Burt, disse que, embora a tecnologia de armamentos autônomos possa ter implicações "terríveis", a Grã-Bretanha se reservava o direito de desenvolvê-los para proteger as tropas.

Assim, Kane conta que existe uma grande preocupação com a crescente automação que está acontecendo. “Basta pensar sobre esses carros de autocondução que vemos sendo testados nas estradas. Esse é apenas um pequeno passo para o desenvolvimento de armas que vão ser ativadas sem a intervenção humana. A guerra, em geral, está se tornando cada vez mais automatizada”, diz.

A ONU realizou sua primeira reunião sobre a ameaça de “armas letais autônomas” no início deste ano e planeja realizar outra em breve, ainda em 2014.

Segundo Kane, países em desenvolvimento estão preocupados com tais armamentos, que podem ser usados no seu território, assim como os drones que vêm sendo pilotados remotamente nos últimos anos.

Fonte: Terra

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