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Relógio do Apocalipse já chegou a marcar 2 para meia-noite

15 jan 2010
17h27
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Ontem, os especialistas do Boletim de Cientistas Atômicos atrasaram em um minuto o Relógio do Apocalipse, mecanismo simbólico que indica qual é risco de destruição total da humanidade. Quanto mais próximo o ponteiro dos minutos estiver da meia-noite, mais próximos estamos do fim do mundo. Para ajustar o relógio são utilizados três fatores principais: arsenal nuclear, mudança climática e biosegurança.

O Relógio do Apocalipse foi ajustado de 5 para 6 para meia-noite nesta quinta
O Relógio do Apocalipse foi ajustado de 5 para 6 para meia-noite nesta quinta
Foto: Reprodução

Os dois últimos - principalmente em função do aquecimento global - são mais recentes. Portanto, o que vem fazendo a diferença na hora de atrasar ou adiantar o relógio desde 1947, ano em que o mecanismo foi criado, é mesmo o potencial nuclear mundial. Inclusive um dos principais fatores para o ajuste deste ano depois de três anos sem qualquer alteração foram as conversações entre EUA e Rússia para diminuir o número de ogivas.

Ainda assim faltam apenas seis minutos para a meia-noite. Pode parecer "pouco tempo" para o "fim do mundo", mas esta vem sendo mais ou menos a média "da hora" nesses 63 anos. Durante o auge da Guerra Fria já estivemos muito mais próximos da destruição total. Em 1953, quando americanos e soviéticos brigavam para saber quem tinha a bomba de hidrogênio mais poderosa, o ponteiro chegou a apenas dois minutos para meia-noite.

O "melhor momento" da humanidade, segundo os cientistas do Boletim aconteceu em 1991, com o final da União Soviética. Na época, o ponteiro chegou a ficar a 17 minutos para meia-noite diante da euforia da Guerra Fria e a possibilidade de um desarmamento nuclear mundial. No entanto, quatro anos depois, em 1995, as esperanças minguaram e o ponteiro avançou para 14 minutos, e, em 1998, para 9 minutos para a meia-noite.

Apesar de ter ficado que o principal motivo do ajuste de ontem ser as negociações para a redução do arsenal atômico, a decisão foi uma surpresa para alguns. O jornal britânico The Guardian , por exemplo, disse a impressão é que o fracasso da conferência do clima de Copenhague deve ter sido menos desanimador do que o pensado. A questão agora é saber que peso o aquecimento global vai ter nos próximos ajustes do Relógio do Apocalipse.

Redação Terra

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