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Rajoy quer "mais Brasil na Espanha e mais Espanha no Brasil"

13 nov 2012
11h53

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, considera a relação com a maior economia latino-americana como "estratégica", e quer "mais Brasil na Espanha e mais Espanha no Brasil", como explicou em um artigo publicado na revista "Época Negócios" às vésperas da primeira visita oficial da presidente Dilma Rousseff a Madri.

Rajoy disse considerar que as relações econômicas com o Brasil "serão reforçadas" nos próximos anos. Ele citou como exemplo "o grande potencial de colaboração no âmbito das infraestruturas" que se abre, entre outros fatores, com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Dilma viajará na próxima quinta-feira a Cádiz para participar da 22ª Cúpula Ibero-Americana, e depois irá à capital espanhola, onde na segunda-feira (18) se reunirá com Rajoy e o rei Juan Carlos I, e participará de um fórum com empresários de ambos os países.

O chefe do Governo espanhol mencionou na entrevista "importantes programas" do Brasil em outras áreas de infraestruturas, como estradas, portos e aeroportos e, especialmente, o projeto de um trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo.

Em todas essas áreas as empresas espanholas podem oferecer sua "grande capacidade técnica" e "experiência" para ampliar uma estreita relação que fez da Espanha o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil, com 47 bilhões de euros (R$ 123 bilhões) até o fim de 2011, ressaltou Rajoy.

Na revista também há um artigo do secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, que disse que a Cúpula de Cádiz será realizada em um "período preocupante" para "os povos da Península Ibérica" e "ao mesmo tempo incentivador" para a América Latina.

No entanto, ele sustenta que a cúpula reforçará a cooperação entre Espanha, Portugal e América Latina, esta última uma região "na qual há países que surgem com enorme força na comunidade internacional", como o Brasil, "cujo vigor e audazes reformas econômicas e sociais o colocam como uma das maiores potências do planeta".

No suplemento de 42 páginas dedicado à Espanha, a revista analisa a relação "secular" entre ambos os países, relata as reformas feitas pelo governo de Rajoy para superar a crise econômica e dedica um extenso artigo à contribuição das empresas espanholas no processo de modernização do Brasil.

Além disso, aprofunda as relações culturais entre os dois países, que vão desde uma forte presença do Instituto Cervantes no Brasil até vastos programas de cooperação e promoção literária e coprodução cinematográfica ou de preservação de patrimônios históricos.

A publicação também dedica outro artigo aos "extraordinários atrativos" turísticos da Espanha, a suas "cores, sabores, paisagens" e a sua "imensa riqueza cultural", que em conjunto fazem desse país "um dos destinos favoritos dos turistas de todo o mundo".

O embaixador espanhol no Brasil, Manuel de La Cámara Hermoso, explicou em entrevista à "Época Negócios" que as relações também são cada vez mais profundas na área de educação, na qual existem hoje novos horizontes com a cooperação oferecida pela Espanha no plano conhecido como "Ciência sem Fronteiras".

Por meio desse programa, o Governo Federal garantirá bolsas de estudos e vagas para 100 mil estudantes nas melhores universidades do mundo, e muitos deles escolheram como destino diversas instituições espanholas, que "já estão abrindo as portas aos jovens brasileiros", afirmou o diplomata. EFE

ed/id

EFE   
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