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Primeiro-ministro egípcio anuncia que formará governo tecnocrata

O recém nomeado primeiro-ministro do Egito, Hisham Qandil, anunciou nesta terça-feira que tem a intenção de formar um governo de tecnocratas no qual o principal critério para escolher os ministros será a competência.

Qandil explicou em entrevista coletiva na sede da Presidência egípcia que a base de ação do futuro governo será alcançar os objetivos da revolução e cumprir os desejos do povo egípcio, além do programa do presidente, informou a agência estatal de notícias "Mena".

Segundo o site do jornal "Al Ahram", Qandil destacou que Mursi está em contato com a Junta Militar para escolher um novo ministro da Defesa, para o lugar do marechal Hussein Tantawi, chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas.

Além disso, ressaltou o esforço desempenhado pelo atual ministro do Interior, Mohammed Ibrahim, exceto em matéria de segurança e estabilidade nas ruas do país, onde, segundo ele, ainda há muito por fazer.

Qandil indicou que, embora ele mesmo seja o responsável por escolher os ministros do futuro governo, a última palavra será dada pelo presidente do país Mohammed Mursi, que hoje o nomeou como premiê. O porta-voz presidencial interino, Yasser Ali, destacou que Mursi encarregou Qandil para esta tarefa após uma série de consultas visando nomear alguém que possa administrar a situação atual com "competência e eficiência".

De tendência islamita, embora não esteja em nenhum partido, Qandil foi designado titular da pasta de Recursos Hídricos e Irrigação em 21 de julho de 2011 no governo do então primeiro-ministro Essam Sharaf. Kamal Ganzouri, que substituiu Sharaf em dezembro do ano passado, lhe pediu que permanecesse no posto.

Antes de sua escolha como ministro, ele trabalhou no Banco Africano de Desenvolvimento, em Túnis, onde foi responsável pelo departamento de recursos hídricos.

A nomeação de um primeiro-ministro e um novo Executivo era uma das grandes tarefas pendentes do presidente Mursi, desde que jurou o cargo em 30 de junho.

O atual primeiro-ministro, Kamal Ganzouri, apresentou sua renúncia em 25 de junho à Junta Militar que comanda o país, mas disse que continuaria no cargo de forma interina até a designação de um novo governo. EFE

ssa-ms/id

EFE   
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