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03 de dezembro de 2012 • 19h22

Petróleo fecha em alta em Nova York, a US$ 89,09 o barril

Os preços dos contratos futuros de petróleo encerraram a segunda-feira em leve alta em Nova York, após uma sessão volátil, com indicadores mistos vindos dos Estados Unidos, que frearam o otimismo dos operadores, gerado pela publicação de dados positivos da

NOVA YORK, 03 dez 2012 (AFP) - Os preços dos contratos futuros de petróleo encerraram a segunda-feira em leve alta em Nova York, após uma sessão volátil, com indicadores mistos vindos dos Estados Unidos, que frearam o otimismo dos operadores, gerado pela publicação de dados positivos da economia da China. O barril de "light sweet crude" (WTI) com entrega para janeiro subiu 18 centavos de dólar, fechando a 89,09 dólares no New York Mercantile Exchange (Nymex).Já em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com o mesmo vencimento, caiu 31 centavos de dólar, para 110,92 dólares no Intercontinental Exchange (ICE).Após uma abertura com fortes ganhos, o preço do petróleo em Nova York passou a barreira dos 90 dólares, mas a cotação recuou após a publicação de uma queda do índice manufatureiro nos Estados Unidos no mês novembro, após dois meses de alta."A reação primeiramente foi sentida no mercado de ações, em Wall Street, antes de repercutir sobre os preços de petróleo", disse Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.O índice ISM manufatureiro caiu 2,2 pontos com relação a outubro, a 49,5, enquanto que a média das previsões dos analistas apostava em uma queda menor, para 51,2 pontos. O nível 50 marca a diferença entre o crescimento e a contração da atividade.A publicação de dados sobre gastos com construção nos EUA, que registrou seu maior ganho em cinco meses em outubro, não conseguiu tranquilizar o mercado."Após o anúncio do banco HSBC, que informou que a atividade manufatureira da China registrou seu primeiro aumento em 13 meses, os operadores se posicionaram para o crescimento da demanda", revelou Phil Flynn, da Price Futures Group.Segundo especialistas, o mercado segue também cauteloso com relação à questão do abismo fiscal nos EUA.No domingo, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse que não haveria um acordo entre o Congresso e o governo sem um aumento de impostos para os mais ricos.Esta posição é considerada inaceitável pelos republicanos que argumentam que "não é sério". ppa/sl/an/wm

AFP