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Perdas de corretora do JPMorgan se aproximam de US$ 6 bilhões

NOVA YORK, 13 Jul 2012 (AFP) -O maior banco norte-americano, o JPMorgan, informou nesta sexta-feira que as perdas de sua corretora chegam a 6 bilhões de dólares e acusou alguns de seus funcionários de "ocultar" o problema.

Somente no segundo trimestre, o maior banco por ativos dos Estados Unidos perdeu 4,4 bilhões de dólares em negociações sobre derivativos de crédito em Londres, mais que o dobro do montante anunciado em maio.

Contudo, as perdas do grupo em Londres já haviam começado muito antes. "Desde o início do ano, as perdas chegam a 5,8 bilhões de dólares", disse o diretor financeiro Douglas Braunstein durante uma conferência com analistas.

"A empresa descobriu recentemente informações que deixam dúvidas sobre a integridade dos traders (corretores)" e "alguns indivíduos podem ter tentado evitar mostrar a totalidade das perdas", disse o banco, que revisou para baixo os resultados já publicados do primeiro trimestre.

"Reduzimos amplamente o portfólio de derivativos de créditos que é a causa dessas enormes perdas, mas o que restou não é pouco", admitiu o presidente do JPMorgan, Jamie Dimon, durante a mesma conferência.

"É um cenário extremo, em particular se a situação se deteriorar significativamente na Europa, as perdas podem ficar entre 800 milhões e 1,700 bilhão de dólares mais", afirmou Dimon.

Apesar de tudo, o JPMorgan anunciou nesta sexta-feira lucro de 5 bilhões de dólares no segundo trimestre.

Por ação, o lucro líquido chegou a 1,21 dólar. O volume de negócios caiu 17% em um ano, situando-se nos 22 bilhões de dólares, um pouco melhor que o esperado (21,9 bilhões de dólares).

Segundo fontes próximas ao banco, o diretor francês envolvido nas perdas de 4,4 bilhões de dólares do JPMorgan Chase, Bruno Iksil, foi despedido juntamente de todos os envolvidos.

Apontado como "a baleia de Londres" devido ao alto volume de suas apostas, Bruno Iksil, trabalhava com o JPMorgan desde 2007 e era parte da unidade de investimentos do grupo, que originou as perdas em derivados de créditos.

Em um comunicado, o banco afirmou que todos os que tiveram envolvimento na carteira de derivados de crédito em questão foram "afastados da empresa".

Os pequenos investidores, no entanto, continuam inquietos: a ação recuou 15% desde 10 de maio, uma perda de 23,5 bilhões de dólares.

O sindicato AFL-CIO, que administra enormes fundos de pensão e têm 4,5% do JPMorgan Chase, criticou em um comunicado a empresa e outros bancos de Wall Street que continuam funcionando com uma mentalidade de cassino.

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