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MH370: parentes rejeitam conclusão sobre destroços de avião

Grupo de parentes dos passageiros do voo da Malaysia Airlines disse que espera uma análise mais "conclusiva" sobre os destroços encontrados

12 ago 2015 08h11
| atualizado às 08h47
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Um grupo de parentes das vítimas do voo MH370, da Malaysia Airlines, disse nesta quarta-feira (12) que rejeita a declaração do governo de que os destroços encontrados em uma ilha do Oceano Índico pertencem ao avião desaparecido. Eles afirmam que aguardam uma análise mais “conclusiva”.

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Grupo de parentes dos passageiros do voo da Malaysia Airlines disse que espera uma análise mais "conclusiva" sobre os destroços encontrados
Grupo de parentes dos passageiros do voo da Malaysia Airlines disse que espera uma análise mais "conclusiva" sobre os destroços encontrados
Foto: EFE

O grupo Voice 370 também reiterou as suspeitas quanto à forma como o governo malaio tratou do desaparecimento do avião desde o ano passado e pediu uma análise de autoridades imparciais sobre os destroços do aparelho.

O avião desapareceu sobre o Oceano Índico em 8 de março de 2014, 40 minutos depois de decolar de Kuala Lumpur com destino a Pequim, com 239 pessoas a bordo, a maioria de nacionalidade chinesa.

Após 17 meses de espera por provas materiais do avião, na semana passada o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, anunciou que uma equipe de peritos internacionais confirmou que a parte da asa encontrada na Ilha de Reunião pertencia ao Boeing 777 acidentado.

Em Pequim, parentes das vítimas do acidente manifestaram desconfiança e irritação com o anúncio feito pela Malásia e reuniram-se em frente aos escritórios da Malaysia Airlines para pedir explicações.

"Uma semana depois, outros peritos não concordam com a declaração da Malásia”, afirmou o Voice 370 em comunicado. "A maioria das famílias recusa aceitar o veredicto da Malásia e ainda aguarda análise mais definitiva e conclusiva", acrescentou.

O comunicado do Voice 370 ainda lembra que as famílias estão apreensivas com o tratamento dado ao incidente pelas autoridades da Malásia desde o primeiro dia. "Isto levou as famílias a terem dúvidas sobre os seus conhecimentos, capacidades e intenções”, adiantou.

As autoridades francesas, que também fazem investigações, não confirmaram que a peça pertence à asa do avião e disseram apenas que havia uma probabilidade elevada.

"Nós, as famílias daqueles que estavam a bordo do MH370, gostaríamos de pedir que todos os destroços sejam analisados em um local adequado e com pessoal e equipamentos próprios, incluindo o governo francês ou autoridades de outras nações mais avançadas", disse o Voice 370.

Malaysia Airlines: familiares pedem mais investigação:

 

Agência Brasil Agência Brasil
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