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Papa visita Sri Lanka e Filipinas para reiterar seu interesse na Ásia

9 jan 2015
18h11

Há poucos meses de sua visita à Coreia do Sul, o papa Francisco volta a manifestar seu interesse pela Ásia como o continente que representa o futuro para a Igreja Católica, com uma viagem a Sri Lanka e Filipinas, entre os dias 12 e 19 de janeiro.

O papa e santo João Paulo II assinalou que o terceiro milênio do cristianismo está neste continente, onde os católicos não superam 3,2% da população, mas no entanto existe uma Igreja participativa e a cada ano aumentam os praticantes.

Um testemunho tomado por Francisco, um papa pouco eurocêntrico, mas com um espírito jesuíta inclinado às missões e sobretudo à Ásia.

Francisco é um admirador do jesuíta Matteo Ricci (1552-1610) e de seu trabalho de evangelização na China dentro do respeito da cultura local e, por isso, em sua juventude pediu para viajar ao Japão para participar das missões.

Fazia 15 anos que um papa não viajava à Ásia, Bento XVI não teve tempo, enquanto Francisco em seus quase dois anos de pontificado viajará duas vezes com apenas cinco meses de diferença.

Além disso, esta viagem representa uma nova mão estendida à China, que com Francisco se mostrou menos inflexível depois que em 2013 o papa felicitou o presidente Xi Jinping por ocasião de sua designação ao cargo. Durante o voo do papa à Coreia do Sul, os chineses autorizaram o avião papal a sobrevoar seu território, e inclusive houve troca de telegramas.

As Filipinas são o único país asiático com maioria de católicos, enquanto no Sri Lanka há uma maioria budista e uma comunidade cristã em dificuldade. A última viagem de um papa foi a de João Paulo II em 1995.

Além disso ambos os países respondem ao interesse de Francisco pelas quais chama "periferias" tanto "territoriais" como "existenciais", e além disso no caso do Sri Lanka com um longo conflito interno para o qual o papa pedirá a reconciliação.

Neste país começará sua viagem, aonde chegará em 13 de janeiro ao aeroporto internacional de Colombo e nessa mesma manhã se reunirá com os bispos do país no arcebispado e depois visitará o presidente da República, que será eleito nas presidenciais do dia 8 de janeiro.

O papa finalizará o primeiro dia com um encontro inter-religioso no Bandaranaike Memorial International Conference Hall.

Na quarta-feira 14 será realizada uma missa no Galle Face Green de Colombo para a canonização do beato José Vaz, o primeiro santo do Sri Lanka.

De lá vai de helicóptero a Madhu, onde vai acontecer uma oração mariana no Santuário de Nossa Senhora do Rosário.

Francisco se tornará assim o primeiro papa a visitar o território, de maioria tâmil (no norte do país), onde com certeza pedirá a reconciliação entre cingaleses e tâmeis que durante 26 anos (1983-2009) combateram deixando profundas feridas no antigo Ceilão.

Na quinta-feira dia 15 terminará sua visita no Sri Lanka com uma oração na capela de Nossa Senhora de Lanka em Bolawalana.

Às 9 da manhã sairá em avião com destino a Manila, onde chegará às 17h45 hora local.

Na sexta-feira 16, após a visita de cortesia ao presidente, Benigno Aquino, se realizará um encontro com as autoridades e o Corpo Diplomático na Rizal Cerimonial Hall do palácio presidencial.

Dali o papa irá para a catedral da Imaculada Conceição de Manila para celebrar a santa missa com os bispos, sacerdotes e religiosos.

A atividade do santo padre vai continuar na tarde com um encontro com as famílias no Arena Mall da Ásia em Manila.

No sábado dia 17, Francisco viajará de avião rumo a Tacloban, onde rezará missa e almoçará com sobreviventes do tufão Yolanda na residência do arcebispo de Palo.

Ao finalizar este encontro, visitará um centro para necessitados e terá um encontro com sacerdotes, religiosos, seminaristas e famílias dos sobreviventes na Catedral de Palo.

No domingo 18, seu último dia nas Filipinas, o papa terá um breve encontro com os líderes religiosos na Universidade Santo Tomás de Manila e em seguida mantém um encontro com os jovens no campo de esportes da Universidade.

À tarde, Francisco reza missa no Rizal Park de Manila e no dia seguinte volta a Roma.

EFE   
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