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Vírus afeta computadores de funcionários de usina no Irã

29 set 2010
12h57
atualizado às 13h26

Computadores portáteis privados de operários e técnicos da usina nuclear de Bushehr foram afetados pelo vírus industrial Stuxnet, admitiu nesta quarta-feira o diretor da Agência Iraniana da Energia Atômica, Ali Akbar Salehi.

A autoridade iraniana quis deixar claro, no entanto, que o vírus não afetou os computadores da usina, situada no litoral do Golfo Pérsico e que tem previsão de começar a funcionar de forma plena em uma semana. "O vírus não afetou nosso sistema principal, conseguindo somente infectar alguns computadores pessoais", afirmou.

Salehi disse que a presença do Stuxnet representa um ataque cibernético contra o Irã e revelou que especialistas do país se viram obrigados a reforçar a segurança nos últimos dois meses. As autoridades iranianas reconheceram na semana passada que cerca de 30 mil endereços de IP de sistemas informáticos de dezenas de indústrias foram atacados pelo Stuxnet, que segundo alguns especialistas ocidentais poderia ter sido planejado para frear o controverso programa nuclear do Irã.

O ministro de Telecomunicações iraniano, Reza Taghipour, também negou que dados graves tenham sido registrados, embora admita que sistemas menos protegidos acabaram infectados pelo vírus, que se infiltra através de portas USB e explora a vulnerabilidade do sistema operacional do Windows. "Equipes especiais de operações começaram a limpar os sistemas informáticos industriais e ficaram em alerta para atuar no caso de a ameaça ficar muito mais séria", já que o vírus supostamente pode reconhecer o controle de uma rede e destruí-lo ou reprogramá-lo, afirmou.

Especialistas europeus em segurança na internet advertiram que o Stuxnet é um vírus muito sofisticado, que provavelmente foi criado por uma grande organização ou com a ajuda de algum governo, e que pode ser considerado uma das primeiras armas para a guerra cibernética.

EFE   
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