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Usado em conflito na Síria, gás sarin pode levar à morte

16 set 2013
17h22
atualizado às 17h44

A afirmação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de que especialistas das Nações Unidas confirmaram o uso de sarin no ataque de 21 de agosto na Síria corrobora as suspeitas dos Estados Unidos e do Reino Unido sobre o uso do gás no país árabe.

Também conhecido como GB, o gás sarin é um letal agente químico artificial desenvolvido no final dos anos 30 na Alemanha nazista, mas não foi utilizado na Segunda Guerra Mundial contra alvos aliados.

Este gás ataca o sistema nervoso central e é 20 vezes mais letal que o cianureto potásico. Como agente neurotóxico, provoca a morte por bloqueio da musculatura.

O sarin é um líquido claro, incolor e insípido que em sua evaporação gera um gás que, em dose baixas ou moderadas, causa sintomas imediatos como irritação nos olhos, visão confusa, respiração rápida, diarreia e vômitos, assim como modificação do ritmo cardíaco e da pressão sanguínea.

Em dose elevadas, gera convulsões, paralisia e insuficiência respiratória que pode causar a morte. Para uma eventual exposição a gás sarin existem antídotos cuja eficácia está em sua rápida administração.

O caso mais conhecido de sua utilização aconteceu no dia 20 de março de 1995 em um atentado no metrô de Tóquio em plena hora do rush que teve saldo de 13 mortos e mais de 6.000 intoxicados. O ataque foi considerado o maior crime da história recente do Japão.

O Iraque foi acusado de utilizar gás sarin em sua guerra com o Irã (1980-1988).

Após os atentados de 11 de setembro de 2001, a organização terrorista Al Qaeda ameaçou usar armas químicas como o gás sarin contra alvos ocidentais assim que tivesse oportunidade.

Desde 29 de abril de 1997 está em vigor a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenagem e Uso de Armas Químicas e sobre sua destruição, mas a Síria nunca a assinou.

EFE   

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