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Turquia qualifica de "pirataria" ataque a missão humanitária

31 mai 2010
09h46
atualizado às 11h29

O ministro de Assuntos Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, considerou que o ataque israelense cometido nesta segunda ao comboio de navios que se dirigia com ajuda humanitária à Faixa de Gaza é um "ato de pirataria".

Segundo os dados trabalhados pelo governo turco, o ataque israelense deixou dez mortos e 20 feridos, embora Davutoglu tenha reconhecido que ainda não são dados confiáveis.

"Mesmo que só houvesse um ferido, isso foi um ato de pirataria", ressaltou.

Em declarações à televisão pública TRT pouco antes de partir para a sede da ONU em Nova York, o chefe da diplomacia turca afirmou que a ação de Israel "é ilegal de qualquer ponto de vista do direito internacional".

"Nenhum país tem direito a fazer isso. Nenhum país pode agir contra o direito internacional nem está acima da lei", acrescentou Davutoglu.

Em Nova York, ele pedirá a convocação de uma reunião de emergência para discutir o assunto no Conselho de Segurança da ONU, do qual a Turquia é membro rotativo pelo biênio 2010-2011.

Ele antecipou que Ancara pressionará os organismos internacionais para que condenem a ação israelense. "A Turquia não ficará de braços cruzados".

Segundo a emissora israelense Canal 10, pelo menos 19 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no ataque de uma unidade de elite do exército israelense à "Frota da Liberdade", um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária a Gaza.

O exército israelense reconhece em comunicado a morte de dez ativistas durante a tomada de controle das embarcações, que aconteceu nesta madrugada a cerca de 20 milhas da faixa palestina.

EFE   

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