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Síria e EUA trocam “farpas” com relação ao retrocesso de negociações

No sábado, o governo britânico já havia responsabilizado o regime de Bashar al Assad pelo "grave retrocesso" no resultado das negociações sobre a Síria em Genebra 2

16 fev 2014 16h13
| atualizado às 16h14
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Síria diz que Estados Unidos criaram clima negativo em Genebra
Síria diz que Estados Unidos criaram clima negativo em Genebra
Foto: AP

O Ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, acusou neste domingo os Estados Unidos de criar “um clima negativo” no diálogo entre o governo e a oposição Síria em Genebra para as negociações de paz. A delegação do governo sírio voltou a Damasco depois dos dias na Suíça.

Os Estados Unidos apoiam a oposição no conflito da Síria.

O Secretário de Estado dos EUA John Kerry, por sua vez, culpou neste domingo o governo sírio pelo colapso das negociações, em Genebra, de acordo com a Agence France-Presse. "Nenhum de nós ficou surpreso com a dificuldade nas negociações. Estamos em um momento difícil, mas temos de concordar que a obstrução do regime al-Assad tem feito com que o progresso no acordo fique ainda mais difícil", disse Kerry.

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, culpou o governo sírio por fim sem sucesso de Genebra 2.
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, culpou o governo sírio por fim sem sucesso de Genebra 2.
Foto: Lukas Barth / Reuters

Kerry pediu aos apoiadores do regime para pressionar a criação de um governo de transição e avisou que iria assumir a responsabilidade "se o regime continuar com sua intransigência nas negociações.”

No sábado, o governo britânico já havia responsabilizado o regime de Bashar al Assad pelo "grave retrocesso" no resultado das negociações sobre a Síria em Genebra, onde não aconteceu nenhum progresso. A terceira rodada de negociações não teve data previamente marcada. 

A segunda rodada das negociações de Genebra 2 terminaram no sábado sem nenhum progresso e sem data marcada para uma terceira rodada. Os conflitos no país já duram quase três anos e já mataram mais de 130 mil pessoas. A crise começou com protestos contra Assad em março de 2011. 

Com informações da Ap e do jornal The New York Times.

Fonte: Terra
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