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30 de dezembro de 2012 • 18h04 • atualizado às 18h46

Shimon Peres pede retomada de negociações de paz com Abbas

 

O presidente israelense, Shimon Peres, pediu neste domingo que sejam retomadas as negociações com os palestinos, afirmando que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, é um sócio com quem um acordo é possível. Durante uma conversa com diplomatas israelenses em sua residência de Jerusalém, Peres declarou que o único meio de Israel de influenciar de maneira positiva na região é "concluindo um acordo de paz com os palestinos".

"Conheço Abu Mazen há 30 anos e ninguém mudará minha opinião sobre ele", afirmou, utilizando o nome de guerra de Mahmud Abbas. "Muitos criticam as declarações de Abu Mazen, mas não há outros líderes árabes que atualmente se declarem a favor da paz, contra o terrorismo e por um Estado palestino desmilitarizado", acrescentou.

Essas declarações provocaram uma forte reação do Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. "É lamentável que o presidente tenha escolhido expressar opiniões políticas pessoais contrárias à posição oficial israelense, que considera que Abu Mazen se recusa a negociar a paz", indica um comunicado do partido.

"O primeiro-ministro pediu dezenas de vezes que Abu Mazen voltasse à mesa de negociações, enquanto este preferiu se unir ao Hamas contra Israel", acrescentou o partido em um comunicado, referindo-se ao movimento islâmico que controla a Faixa de Gaza.

Abbas ameaçou esta semana dissolver a Autoridade Palestina e entregar a gestão da Cisjordânia a Israel se o governo que se formar no Estado hebreu após as eleições legislativas de janeiro de 2013 não tentar retomar as negociações. A negociações de paz entre israelenses e palestinos estão estancadas desde setembro de 2010. Os palestinos exigem o fim da colonização, mas Israel recusa qualquer precondição.

Israel multiplicou seus anúncios de projetos de colonização na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental anexada, em represália contra a iniciativa do presidente Abbas na ONU que permitiu a incorporação da Palestina como Estado observador, em novembro.

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