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Serviço secreto israelense cria unidade para evitar ataques vindos do Sinai

20 ago 2013
06h16
atualizado às 08h04

O serviço de segurança interna de Israel, conhecido como Shin Bet, criou uma unidade para evitar os ataques a partir da península egípcia do Sinai, onde as autoridades egípcias perderam terreno diante da ação dos grupos armados, informou nesta terça-feira o jornal "Ha'aretz".

Segundo a fonte, o aumento do fluxo de milicianos jihadistas entre o Sinai e a Faixa de Gaza obrigaram os serviços de inteligência do país se reorganizarem na região e, por isso, o Shin Bet foi encarregado de instalar uma unidade de prevenção de ataques.

Nos últimos meses, vários foguetes foram lançados contra a cidade israelense de Eilat dessa região, embora não tenham causado vítimas ou danos materiais.

Aproximadamente 15 grupos salafistas relacionados com a Al Qaeda e com o movimento da jihad global atuam na região, segundo fontes da inteligência citadas pelo jornal, as quais asseguram que quatro deles são especialmente ativos contra Israel: Ansar Bayt Al Maqdis, Majlis Shura Al Mujahideen Fi Aknaf Bay Al Maqdis, Al Takfir Wal Hijra e Jaish Al Islã.

Ontem, 24 policiais egípcios morreram em um ataque armado no Sinai, o mais grave registrado na península contra as forças de segurança nos últimos anos.

Fontes policiais explicaram à Agência Efe que homens armados obrigaram os agentes a se agacharem no micro-ônibus em que viajavam e, na sequência, os executaram, deixando outros três feridos gravemente.

Também no Sinai, na cidade de Al Arish, um general da Polícia foi assassinado por disparos de um franco-atirador e um agente morreu durante um ataque a um escritório bancário e à sede da Promotoria Militar.

EFE   

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