Rússia diz à Otan para ficar longe da Síria

Gabriela Baczynska
atualizado às 09h33
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A Rússia disse à Otan e às potências mundiais nesta terça-feira que não devem buscar formas de interferir no conflito sírio ou instalar zonas de proteção entre rebeldes e forças do governo. A declaração do vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Gennady Gatilov, foi um dos alertas mais específicos do governo russo até agora para líderes do Ocidente e do Golfo Pérsico para se manterem fora do conflito, que já dura 18 meses.

A atriz americana Angelina Jolie, enviada especial do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, concede entrevista em visita ao campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, que abriga sírios que fugiram da guerra civil no país de Bashar al-Assad. Jolie afirmou que ouviu "horríveis e dolorosas" histórias de pessoas que deixaram a Síria, onde o conflito persiste há mais de um ano e meio. "Eu estou muito preocupada, o mundo está muito preocupado", disse a atriz
A atriz americana Angelina Jolie, enviada especial do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, concede entrevista em visita ao campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, que abriga sírios que fugiram da guerra civil no país de Bashar al-Assad. Jolie afirmou que ouviu "horríveis e dolorosas" histórias de pessoas que deixaram a Síria, onde o conflito persiste há mais de um ano e meio. "Eu estou muito preocupada, o mundo está muito preocupado", disse a atriz
Foto: AP

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"Em nossos contatos com parceiros da Otan e na região, estamos pedindo a eles que não busquem pretextos para estabelecer um cenário militar ou introduzir iniciativas como corredores humanitários ou zonas de proteção", disse Gatilov, de acordo com a agência de notícias Interfax.

A Rússia e a China vetaram três resoluções do Conselho de Segurança da ONU condenando o presidente sírio, Bashar al-Assad, e bloquearam tentativas do Ocidente de impor sanções ao país ou intervir de forma mais direta no conflito.

A Turquia, vizinha da Síria, propôs a ideia de criar "zonas de segurança" dentro do território sírio para proteger civis, mas isso também teria de ser aprovado pelo Conselho de Segurança. Gatilov pediu sobriedade entre a Síria e a Turquia, que faz parte da Otan e tornou-se um dos maiores críticos de Assad.

"Nós acreditamos que ambas as autoridades sírias e turcas devem exercer o máximo de restrição nesta situação, levando em consideração o crescente número de radicais entre a oposição síria que podem intencionalmente provocar conflitos na fronteira", disse Gatilov, segundo a agência de notícias russa.

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