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Rebeldes sírios detêm 20 observadores da ONU perto de Golã

6 mar 2013
14h58
atualizado às 17h10
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Rebeldes sírios mantêm 20 observadores da ONU de nacionalidade filipina detidos em uma região do sul da Síria próxima às Colinas de Golã, ocupados por Israel desde 1967, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os supostos sequestradores divulgaram um vídeo no YouTube
Os supostos sequestradores divulgaram um vídeo no YouTube
Foto: AFP

O presidente da associação, Rami Abdul Rahman, disse que uma brigada de insurgentes deteve os observadores e condicionou sua libertação a que as forças do regime sírio se retirem dos arredores da aldeia de Yumla, ocupada há alguns dias pelos rebeldes após fortes combates.

"Os observadores da ONU estavam realizando uma missão de apoio normal e foram parados perto do posto de observação 58, que sofreu danos no fim de semana passada por intensos combates", afirmouEduardo del Buey, porta-voz da instituição

A chamada Brigada dos Mártires de Yarmouk acusou os cidadãos filipinos de ajudar as forças governamentais sírias a ir para as proximidades de Yumla, ocupada há três dias pelos rebeldes após intensos combates.

Em um vídeo postado na internet, um porta-voz dos insurgentes, que aparece diante de dois carros da missão da ONU, deu 24 horas de prazo para que se cumpram seus pedidos e, caso contrário, ameaçou passar a tratar aos observadores como prisioneiros.

Os observadores filipinos são membros da missão internacional que supervisiona o cumprimento do cessar-fogo entre Israel e Síria nas Colinas de Golã.

Segundo o Observatório, Yumla foi tomada pelos rebeldes no domingo passado após intensos choques contra as forças leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, que causaram a morte de pelo menos 11 insurgentes e 19 soldados do regime.

Desde 1967, Israel ocupa 1,2 mil quilômetros quadrados das colinas de Golã, que anexou sa seu território em 1981, decisão que jamais foi reconhecida pela comunidade internacional. A Síria continua controlando os 510 quilômetros quadrados restantes.

Com informações de agências internacionais.

Fonte: Terra

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